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Bispo reforça necessidade de diálogo na solução dos problemas

O entrevistado assegura que se a comunicação for considerada como um bem maior, grandes problemas serão evitados no futuro

POR: Alberto Bambi

O bispo emérito de Benguela, Dom Óscar Braga, apelou aos líderes políticos, sociais e religiosos a abrirem-se para o diálogo constante com a população, de modo a evitarem ou resolverem os inúmeros problemas que despoletam para o mau andamento da sociedade. A exortação do pontífice surge em função do espírito de egoísmo que ainda reside em algumas entidades com poder e autoridade para tomada de decisão, no país, conforme o prelado deixou patente.

“Ainda noto que existem indivíduos com responsabilidades extremas no Governo, na Igreja e na sociedade que estão centrados em si mesmos e que precisam compreender, de uma vez por toda, que a direcção é para os outros, porque somos e devemos ser sempre uma família”, sentenciou Dom Óscar Braga, tendo acrescentado que, no capítulo do diálogo, a sociedade em geral precisava encontrar-se. Detalhando, referiu que o novo Governo já se vai abrindo mais aos apelos de conversações, ao ponto de tal necessidade, aos poucos, estar a constituir uma das características do novo Presidente, que está a criar abertura no que ao diálogo diz respeito.

“Não deve ser numa perspectiva de dizer que está tudo muito bem, é na de ouvir as pessoas, sem mandá- las, nem impor alguma coisa, mas, sim, explicar os factos como são, sem resistência estratégica”, observou o bispo emérito de Benguela, tendo asseverado que os dirigentes têm de arranjar tempo para estar com o povo. Os apelos da referida entidade religiosa não põem de lado a família que, segundo ele, deve desempenhar um papel redobrado, pelo facto de ser o ponto de partida dos cidadãos que vão compor o Governo, as igrejas e outras forças da sociedade civil.

O interlocutor de OPAÍS salientou ainda que a comunicação é um bem maior, porquanto minimiza, imediatamente, qualquer problema. Para dar sustentabilidade ao que acabava de dizer, exemplificou o caso das manifestações e das greves, tendo aludido que, se forem vistas a olhos de lupa, os manifestantes e grevistas clamam, antes de tudo, por uma explicação, razão pela qual exibem, quase sempre, cartazes com dizeres. “Se calhar, porque andaram a cobrar um esclarecimento que não lhes foi dado”, realçou.

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