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Inflação com valor mais baixo de dois anos

Desde Março de 2016 que a inflação nacional não registava um valor tão baixo (20,9%). Ainda não foi no último mês que a depreciação do kwanza afectou o nível de preços, que continua na sua trajectória de descida

POR: Luís Faria

A inflação homóloga (que compara a evolução dos preços num determinado mês com igual mês do ano anterior) situou-se em 20,9% em termos nacionais em Março, de acordo com o Índice de Preços no Consumidor do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, a variação mensal registada a nível nacional (1,44%) foi superior à verificada no mês anterior, Fevereiro, embora ainda se situe abaixo da ocorrida em Janeiro. A inflação homóloga vem caindo em termos nacionais desde o início de 2017, com excepção da verificada no mês de Outubro, que contrariou esta tendência.

As províncias que registaram um maior aumento de preços foram Cuanza Sul com 2,30%, Lunda Norte com 2,18%, Cunene com 2,13% e Namibe com 2,03%. As províncias em que se verificou uma menor variação foram Benguela com 1,33%, Huíla com 1,37%, Luanda com 1,38% e Cuando Cubango com 1,42%. Como é habitual, foi a classe ‘Bens e Serviços Diversos’ com 3,20%, a que registou o maior aumento de preços. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: ‘Lazer, Recreação e Cultura’ com 2,30%, ‘Vestuário e Calçado’ com 1,98% e ‘Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção’ com 1,71%. Contudo quando se examina o comportamento de 24 produtos seleccionados do cabaz (cuja contribuição para o total é de 1,05 pontos percentuais, que corresponde a 72,94% do total) constata- se que a categoria de produtos que mais contribuiu para o aumento dos preços a nível nacional foi o respeitante às ‘Águas de colónia e Perfumes’, com uma variação de 3,38% e uma contribuição em pontos percentuais de 0,12, sendo as maiores variações apuradas nas classes ‘Motorizada’ (8,58%) e ‘Fraldas descartáveis’ (5,36%). De notar ainda que os produtos nacionais continuam a ter uma contribuição considerável no aumento dos preços, designadamente, os ‘Serviços de cabeleireiro para senhora’, ‘Arroz com carne’, ‘Galinha Viva’ e ‘Bolos’.

Inflação em Luanda

A inflação homóloga na província de Luanda, que serve de referência à política monetária, voltou igualmente a descer, em linha com a inflação nacional, para 22,32% no mês de Março. No entanto, e dr também à semelhança do observado com a inflação aferida em termos nacionais, a variação mensal registada pelos preços (1,38%) foi à apurada em Fevereiro, o que poderá indiciar ou uma menor desaceleração da inflação ou mesmo uma tendência para a sua inversão. Também em Luanda, a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 0,59 pontos percentuais durante o mês de Março, seguida das classes: ‘Bens e Serviços Diversos’ com 0,23 pontos percentuais, ‘Vestuário e Calçado’ com 0,14 pontos percentuais e ‘Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção’ com 0,12 pontos percentuais. As restantes classes tiveram taxas inferiores a 0,12 pontos percentuais.

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