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Análise Diária: Remuneração para os Eurobonds atinge 7,178% em Março

A remuneração exigida pelos investidores para aquisição dos Eurobonds angolanos atingiu 7,178% em Março.

POR:Atlantico

O desempenho apurado poderá resultar do aumento do preço do barril do petróleo nos mercados internacionais e as reformas económicas em curso. De realçar que os Eurobonds, no montante de 1.500 milhões USD, foram emitidos com a yield de 9,5% em Novembro de 2015, tendo atingido a yield mais baixa em Janeiro do ano corrente, de 6,6%.

A taxa de inflação mensal de Março, tendo como referência Luanda, situou-se em 1,38%.

O valor mensal resulta das maiores contribuições dos preços da Alimentação e Bebidas não alcoólicas (Classe 01) 33,50%; Bens e Serviços Diversos (Classe 12) 24,42%; Vestuário e Calçados (Classe 03) 10,37%, e os preços dos Mobiliários, Equipamentos Doméstico e Manutenção (Classe 05) em 9,18%. O aumento dos preços poderá reflectir, fundamentalmente, a diminuição do volume de produtos importados, finais e intermédios, que poderá estar a influenciar a capacidade de reposição dos stocks e a capacidade produtiva nacional, em função da depreciação que a moeda nacional registou durante os últimos três meses.

O Índice de Produção Industrial (IPI) referente ao ano de 2017 registou uma redução média de 5,2% em comparação ao ano de 2016.

Durante o período em análise o Índice foi influenciado pela redução de 9,4% no primeiro trimestre, tendo registado reduções mais ligeiras nos três trimestres seguintes, atingindo no quarto trimestre uma queda moderada, de 1,8%. O valor apurado reflecte o desempenho negativo da indústria transformadora, cerca de 5,6%, com a indústria alimentar e a indústria madeireira, a registarem maiores reduções de 12,8% e 12,0%, respectivamente. Destaca-se que na indústria extractiva, a extracção de petróleo e de diamantes registaram reduções de 5,5% e 2,7%, respectivamente. A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) registou no exercício financeiro de 2017 resultados líquidos de 585,1 milhões AOA, o primeiro resultado positivo nos três anos de actividade da instituição. O resultado apurado, poderá reflectir a melhoria dos resultados operacionais em 255%, não obstante as taxas de crescimentos dos proveitos e custo operacionais terem registado aumentos 8,43 p.p., e do crescimento em 314% dos resultados de intermediação financeira, durante o período em análise.

Espaço Internacional EUA

O nível geral de preços referente ao mês de Março registou variação de 2,4% face ao período homólogo, que corresponde a um aumento de 0,2 p.p. em relação a variação apurada no mês de Fevereiro. O aumento da procura de abrigos, assistência médica e por carros e camiões usados em 3,1%, 2,2%, e 0,4%, respectivamente, contribuíram para o aumento dos níveis de preços durante o período em análise. Importa ressaltar que a variação apurada representa o maior nível dos últimos 11 meses.

Japão

A balança corrente em Fevereiro registou superavit de 19,5 mil milhões USD, que corresponde uma redução de 25% em relação ao período homólogo. O aumento das importações, principalmente, dos combustíveis 10,8%; máquinas 21,2%; produtos químicos 22,9% e géneros alimentícios 21,2%, enquanto as exportações cresceram com vendas de equipamentos de transporte em 11,4%, mas a comercialização de máquinas e equipamentos eléctricos reduziram em 3,1%, contribuíram para o valor registado, que corresponde ao melhor desempenho dos últimos quatro meses.

China

O Índice de Preços ao Consumidor registou variação de 2,1%, no mês de Março face ao período homólogo, um aumento de 0,8 p.p., em relação ao mês anterior. A contribuir para esse desempenho dos níveis de preços na China, está a variação dos preços dos produtos alimentares que diminuiu para 2,1% em Março, de 4,4% o mês anterior. Enquanto o custo de produtos não alimentares subiu em 2,1%, após um avanço de 2,5% em Fevereiro. A balança comercial referente ao mês de Março registou um défice de 4,98 mil milhões USD, após superavit de 33,45 mil milhões USD apurado em Fevereiro. Esse desempenho do comércio externo da China, representa o primeiro défice nos últimos doze meses, o que poderá refletir as alterações nas relações comercias com os EUA, tendo apurado uma redução do superavit referente ao mês de Fevereiro em 27%. No geral, as importações aumentaram em 5,9% enquanto as exportações reduziram em 9,8%, no período em análise.

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