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Estudantes criam arma para reduzir acidentes em treinamentos militares

Plácido Mota e Pereira Cabeça, finalistas do curso de Electrónica e Telecomunicações do Instituto de Telecomunicações (ITEL), em Luanda, inventaram arma “Mega Snipper”, destinada a evitar acidentes muitas vezes mortais durante treinos militares

Texto de: Maria Teixeira

Ante os relatos de acidentes com recrutas ou mancebos, como também são chamadas as pessoas que se alistam nas académias militares e de Polícia, ocorridos durante os treinos, os estudantes, de 22 e 20 anos de idade, decidiram ajudar os órgãos castrenses a porem cobro à esta situação.

“Desenvolvemos o Mega Sniper, que significa o grande atirador de elite, para reduzir o volume de acidentes que têm ocorrido em treinamentos militares, visto que, actualmente, quando os recrutas vão aos campos de treino pela primeira vez, deparamse com armas verdadeiras”, afirmaram os jovens.

Em seu entender, as coisas se agravam com as debilidades que alguns deles demonstraram no manuseamento de armas de fogo, um facto que propicia tais ocorrências, que em alguns casos terminam em ferimentos graves e mortes mesmo. Face a isso, os jovens poduziram uma arma a raio laser, com um alcance de 600 metros, destinada a substituir as armas convencionais.

“Pensamos nisso por causa do registo de mortes e de ferimentos acidentais nos treinos. Já ouvimos relatos de jovens que perderam o braço, de outros que ficaram deficientes e de familiares que perderam um ente-querido por estarem em contacto com armas de fogo verdadeiras durante os treinos”, refere Plácido Mota.

Segundo os “inventores”, acidentes do género não constituem novidade. É que muitas vezes os casos não são tornados públicos, ficando apenas sob domínio dos familiares das vítimas e dos funcionários dos estabelecimentos de treinamento militar. Para sustentar esta tese, citaram o exemplo de pessoas próximas que perderam irmãos, tios, ou outros parentes. “Por isso, o nosso projecto foi criado com esta finalidade e foi bem recebido pelas pessoas com as quais já man-tivemos contacto”.

“As pessoas devem ter noção de que durante um treinamento militar pode morrer acidentalmente uma ou mais pessoas que não tenham seguido a orientação do seu superior, ou por um outro motivo. Não é de hoje que se tem notícias de militares ou recrutas que perderam a vida num campo de treino”.

Constituição da arma A arma, ainda rudimentar, é constituída por um díodo laser (o laser mais utilizado no mercado actual, por ser de fácil acesso e de simples montagem) composto por circuitos de polarização e tem o controlo do que serve de alvo. “Quando acertamos no alvo as duas lâmpadas que ficam na torre de controlo apagam-se, como sinal de 100 por cento de eficácia”, afirmou Pereira Cabeça.

Os dois jovens contaram que esta invenção resulta de um trabalho de fim de curso desenvolvido no ano passado. Ao ser utilizada nas academias militares, os formandos poderão aprimorar a pontaria e a rapidez no manuseamento da arma sem causarem danos a outrem ou a si mesmos.

“As pessoas podem pensar que está a brincar, mas não. Podes fazer os disparos normalmente, sem ter medo de ferir o outro”, atestou. Os estudantes confessam que criaram o esboço por mero acaso.

O projecto já está desenvolvido, mas necessitam de ajuda para o fortalecer mais. “Queremos fortalecer porque vimos que é um projecto extenso. Não queremos ficar por aqui. Precisamos de patrocínios”, imploram.

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