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ANEP compensa livros com manuais adaptados

Enquanto se aguarda pelo cumprimento da promessa do Ministério da Educação, que garantiu a distribuição de livros até ao fim de Abril, o sector do ensino privado partiu para a concretização do que ousou designar de plano B

O presidente da Associação Nacional do Ensino Particular, António Pacavira, revelou, ontem, a O PAÍS, que a sua organização teve de traçar uma alternativa para colmatar a falta de livros do ensino primário e do secundário do I Ciclo, a fim de não submeter os alunos a esperar todo o primeiro trimestre por um material que tarda a chegar.

“Trata-se do designado Plano B, que consiste na edição compilação de manuais de Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio e outros de necessidade urgente para apoiar as sessões de aula, por via de algumas editoras contratadas pela ANEP, para facilitar as aprendizagens”, disse António Pacavira, tendo adiantado que sem os livros os estudantes teriam uma aprendizagem superficial.

O responsável pelo associativo asseverou que nesta altura do ano lectivo, em que se avizinham as avaliações que dão por terminado o primeiro trimestre, os alunos já deveriam ter livros, mas o material ainda não chegou às escolas, com a agravante de não haver nenhum esclarecimento sobre o assunto.

O presidente da ANEP recordou que no princípio do ano escolar, a ministra da Educação e a sua colega da Indústria haviam garantido a cobertura deste bem aos estabelecimentos de ensino do país.

Segundo ele, há mais de quatro anos que o Estado não consegue produzir os exigentes 40 ou 43 milhões de livros para dar cobro à situação, mas já se estava a ver a vontade gradual de se tornar gratuito o ensino secundário do I ciclo, o que elevará para muito mais a responsabilidade de edição dos livros.

Finalmente, António Pacavira recomendou que haja maior compromisso na realização das promessas feitas por entidades do Estado angolano. “Também deve haver maior rigor e até mesmo responsabilização desses agentes”, rematou.

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