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Exposição colectiva de artes plásticas homenageia Paulo Kapela

A mostra, que reúne obras de vários angolanos, intitula-se “Pai Grande nosso, tu és”, é um tributo ao artista plástico Paulo Kapela e ficará patente ao público da cidade capital até 9 de Maio, no ELA-Espaço Luanda Arte

POR: Augusto Nunes

Quinze obras de pintura em acrílico sobre tela compõem a exposição colectiva dos artistas plásticos Binelde Hyrcan, Diongo Domingos, Fernando Vinha, Francisco Vidal, Guizef, Kapela Paulo, Kwame de Sousa, Mumpasi, Niandu Kapela, Ricardo Kapuka, Suekí, Uólofe e Francisco Van- Dúnem ”Van”, com o título “Pai Grande nosso, tu és”. A mostra que ficará patente ao público da cidade capital, até 9 de Maio, é um tributo ao artista Paulo Kapela, nascido em 1947, em Maquela do Zombo, província do Uíge, pela comemoração dos seus 71 anos, completados recentemente.

Dominick Tanner, director do ELA – Espaço Luanda Arte, convidado a pronunciar-se sobre a reverência, referiu que inquestionável é a posição que Kapela assume na Arte Contemporânea em Angola. O também crítico de arte considerou igualmente inquestionável não só pelo seu trajecto como artista, mas, também, pelo facto de ter influenciado directamente toda uma geração de artistas angolanos que emergiram nos últimos anos, e que se afirmam cada vez mais em território nacional e no estrangeiro. Dominick Tanner recordou que artistas como Lino Damião, Marco Kabenda, Toy Boy, Nelo Teixeira, Kiluanje Kia Henda e Yonamine foram todos inspirados pela obra e pela vida do Kapela, visto que a maioria deles viveu e conviveu importantes anos das suas vidas com o seu Mestre e amigo. “Este é o tributo ao “Pai Grande” e espiritual da Arte Contemporânea angolana como forma de agradecimento pelo seu instinto de sobrevivência e renascimento, contra tudo e contra todos, e contra tantas vicissitudes da vida e da “morte” por que passou, sublinhou Dominick Tanner.

Percurso do artista

Paulo Kapela, nascido em 1947, em Maquela do Zombo, província do Uíge, é auto-didacta. Começou a pintar em 1960 na Escola Poto- Poto em Brazzaville, República do Congo. Desde 1989 a viver e a trabalhar em Luanda, Paulo Kapela expõe internacionalmente desde 1995, tendo participado em várias exposições: I Bienal de Joanesburgo de nome “Africus”, e “Africa Remix”, tendo viajado por Londres, Paris, Tóquio, entre demais cidades. Em 2003 venceu o Prémio CICIBA (Centro Internacional de Civilizações Bantu), em Brazzaville. Em 2007 participou na exibição pictórica “Check List Luanda Pop” na 52ª Bienal de Veneza, Itália. Em 2009 a sua obra foi incluída na 2ª Trienal de Luanda, Angola, tendo no mesmo ano tomado parte na Exposição Colectiva “Luanda Smoth and Rave”, em França. Em 2013 a sua obra foi exibida na Exposição Colectiva entitulada “No Fly Zone”, no Museu Colecção Berardo, em Portugal. Em 2015 realizou a sua primeira exposição individual em Angola, de seu título “Kapela”, na Galeria Tamar Golan, em Luanda.

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