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Carta do leitor: Na hora do aperto…

Caro director do jornal OPAÍS, Tal como já li neste jornal muitos textos sobre as chamadas pontes pedonais, porque os utentes não as respeitam e porque elas acabam por se transformar em praças, também penso que se deveria falar mais sobre outros problemas para quem circula na cidade de Luanda, onde parece que está decretado que não pode haver regras.

POR: Vasconcelos Lima

Dou um exemplo: a forma como os motociclistas circulam, sem respeitarem nada e nem ninguém. Mas os cidadãos não são os únicos a dar espectáculo na cidade. Veja-se o exemplo de um carro de limpeza a varrer a rua às onze horas, ou às quinze, só mesmo para criar engarrafamento.Mas as autoridades também têm outras culpas, como não disponibilizarem casas de banho públicas e asseadas numa cidade com mais de seis milhões de almas. o resultado é que toda a cidade é uma enorme casa de banho, na hora do aperto, cada um faz onde e como pode. Os bares, que não são muitos, não ajudam, dizem que também não têm água, ou obriga o cidadão a consumir alguma coisa. Nem toda a gente tem dinheiro para isso. Ao menos as zungueiras têm a sua casa de banho portátil, um pano com que se cobrem quando se agacham na entrada das sargetas. Ou então, quem desce para a cidade, não deve comer, nem beber nada. Isto é muito triste.

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