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José Mena Abrantes é o escritor do mês de Maio da Biblioteca Camões

O escritor e dramaturgo José Mena Abrantes é o escritor escolhido para o mês de Maio. As suas obras serão revisitadas na “Biblioteca Camões” entre os dias 2 e 22 do referido mês.

A iniciativa é do Centro Cultural Português, cujo desígnio é a promoção da língua portuguesa e a divulgação de autores de língua portuguesa, com a abertura, na sua biblioteca, de um Núcleo de Leitura que revisita autores consagrados de língua portuguesa, através da leitura colectiva de extractos das respectivas obras e das biografias. Este Núcleo de Leitura, com momentos interactivos, conta com a participação activa de jovens estudantes universitários e pré-universitários, utentes da biblioteca.

Assim, durante dois dias de cada mês, com ou sem a presença do escritor escolhido, a sua obra é revisitada e analisada. Deste modo, o escritor escolhido para esta IV edição é José Mena Abrantes, enquanto dramaturgo, ensaísta, contista, crítico literário e poeta, em alusão ao “Elinga 30 Anos – IV Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda”. Fundador do Elinga Teatro, um dos mais antigos e mais conceituados grupos de teatro de Angola, José Mena Abrantes é o dramaturgo angolano com maior número de obras publicadas. A sua ligação ao teatro é multifacetada.

Actor, encenador, director, ensaísta e dramaturgo, é considerado pela crítica como sendo o “Pai do teatro angolano”. Por outro lado, “O projecto político de José Mena Abrantes é um programa humanista, em que a vida, a liberdade e o amor – afinal o que de melhor segrega a humanidade – são os valores fundamentais. E a utopia, a referência para o caminho” (António Augusto Barros, Presidente da Cena Lusófona).

O autor

José Manuel Feio Mena Abrantes nasceu em Malange em 1945. Licenciado em Filologia Germânica em Lisboa, em 1969, iniciou a sua carreira jornalística em 1975. Foi co-fundador da Agência Angola- Press (ANGOP), da qual foi Chefe de Redacção (1975-81) e Director Geral (1981-83). Foi responsável pelo sector de Divulgação da Cinemateca Nacional (1985-87). Foi Assistente de Informação (1987-93). Foi assessor de Imprensa e Cultural do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Jornalista, escritor, dramaturgo, produtor e encenador de teatro, dirige, desde a sua criação, em 1988, o Grupo Elinga Teatro.

Publicou catorze peças de teatro, três obras de ficção, três de poesia e vários estudos sobre cinema e teatro em Angola. É membro da União dos Escritores Angolanos, venceu o Prémio Sonangol de Literatura em 1986, 1990 e 1994. Vencedor do Prémio “ex-aequo” de Poesia da Associação Chá de Caxinde. 2º lugar do Prémio PALOP’99 do Livro em Língua Portuguesa (2000). Recebeu, em 2006, o diploma de Mérito do Ministério da Cultura de Angola pela sua “significativa contribuição para o desenvolvimento da dramaturgia em Angola”.

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