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Chefe de Estado togolês acusado de impedir reformas políticas

O líder da Oposição togolês, Jean-Pierre Fabre, acusou o Presidente togolês, Faure Gnassingbé, de fazer parte dos obstáculos à implementação de reformas políticas no país. “Hoje, não é segredo para ninguém que o regime no poder, RPT/UNIR e Faure Gnassingbé, são os verdadeiros obstáculos à implementação de reformas políticas e eleitorais no Togo”, escreveu Jean-Pierre Fabre numa mensagem crítica ao Governo por ocasião do 58º aniversário da Independência do Togo, a 27 de Abril.

A seu ver, o Presidente da República e o seu partido fomentam “situações dilatórias e não cumprem os seus compromissos”, recorrem à repressão e intimidações quando tentam “impor” a sua candidatura a um quarto mandato nas próximas eleições presidenciais, “prosseguindo unilateralmente o processo eleitoral que o Governo se comprometeu a interromper a pedido do mediador”.

Porém, Fabré declarou-se determinado, até ao momento da celebração da Independência do Togo, a mobilizar as populações para reclamar, como desde Agosto do ano transacto, peloPresiregresso à Constituição de 1992, pela realização e implementação de reformas reais para a alternância no Togo, pelo voto da diáspora, pela libertação de activistas da Oposição presos.

A Oposição, no seu todo, boicotou a celebração oficial do Dia da Independência, preferindo missas cristãs e orações muçulmanas às gloriosas cerimónias organizadas pelo partido no poder. Um braço de ferro opõe o regime no poder à Oposição desde Agosto último sobre questões de reformas institucionais e constitucionais com vista à uma alternância no Togo.

A mediação do Presidente do Gana, Nana Dankwa Akufo- Addo, esbarra contra a questão muito sensível da candidatura ou não de Faure Gnassingbé às presidenciais em 2020, após três mandatos de cinco anos cada, refere-se.

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