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UNITA responsabiliza governo pela falta de dinheiro nos governos provinciais

Esta segunda força política não acredita que o país esteja em “bancarrota” e responsabiliza o Governo Central pela falta de liquidez nos governos provinciais

Texto de: Constantino Eduardo, em Benguela

A UNITA não descarta a possibilidade de questionar o Governo no Parlamento sobre as razões da “inexecução do Orçamento Geral do Estado(OGE)”, depois ter sido aprovado em Fevereiro deste ano.

Segundo Adalberto Costa Júnior, líder da Bancada Parlamentar do partido do “ Galo Negro” na Assembleia Nacional, a falta de liquidez nos governos provinciais resulta da má planificação orçamental do Executivo Central.

O político disse não acreditar que o país esteja em bancarrota, mas admite estar mergulhado numa profunda crise socio-económica. “Não estamos em bancarrota e faço fé que não a atinjamos, porque será um verdadeiro desastre, se assim ocorrer”, afirmou Adalberto Costa Júnior.

Ele que se encontra em Benguela, há uma semana, à frente de uma delegação do Grupo Parlamentar do seu partido, denunciou que a falta de liquidez nos governos provinciais está a agravar a situação social das populações locais. Este agravamento é reflectido na falta de medicamentos nos hospitais, debilidade no saneamento básico, degradação das vias de comunicação, entre outras situações.

Na opinião deste deputado da Assembleia Nacional, o incumprimento agrava ainda mais as preocupações dos cidadãos que recorrem aos hospitais em busca de tratamento médico.

Para o caso específico de Benguela, o político, que manteve um encontro com o governador de Benguela, Rui Falcão, lamentou o facto de Benguela, dada a sua posição estratégica no país, beneficiar apenas 1% do OGE de 2018. Este orçamento corresponde apenas 80 mil milhões de kwanzas, e a fonte considera-o de exíguo para a execução dos programas em curso na província.

Adalberto Costa Júnior reconhece ser difícil dirigir uma província como a de Benguela que ocupa, no âmbito nacional, a terceira maior concentração populacional, com este orçamento.

“Quem produziu estes documentos estratégicos não se preocupou minimamente em garantir a igualdade de direitos que a Constituição obriga”, afirmou. Concluiu dizendo que o actual OGE promove assimetrias regionais, daí a necessidade de realizar eleições autárquicas para se acabar com esta situação que considerou deplorável.

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