loader

MPLA reitera criação de 500 mil empregos e UNITA exige mais valorização do trabalhador

Nas suas respectivas declarações por ocasião do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, o MPLA garante atingir a meta de criação dos 500 mil empregos até 2022 e promoção de uma política de emprego favorável, enquanto a UNI TA insta o Executivo a dignificar os trabalhadores atribuindo-lhes um salário digno.

POR: José Dias

Bureau Político do MPLA reiterou ontem o seu compromisso de continuar a promover uma política laboral que garanta a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e reiterou o seu objectivo de criar, no mínimo, 500 mil novos postos de trabalho nos sectores público e privado. Na sua declaração por ocasião do 1 de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, o MPLA refere que no âmbito do cumprimento do seu Programa de Governo, para o período 2017/2022, continuará a desenvolver esforços para garantir a promoção do emprego produtivo, remunerador e socialmente útil e combater o desemprego de longa duração de adultos, em particular dos cidadãos activos mais vulneráveis.

Neste contexto, reitera o seu compromisso de continuar a promover uma política laboral que garanta a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, que privilegie jovens à procura do seu primeiro emprego, desempregados, portadores de deficiência e trabalhadores abrangidos pelo processo de redimensionamento e reestruturação empresarial, devido à conjuntura económica desfavorável que o país vive. Ainda neste quadro, o MPLA defende o desenvolvimento contínuo de um sistema de informação nacional sobre o mercado de trabalho e oferta do primeiro emprego, de forma a promover o nível de empregabilidade da juventude, apoiando, assim, a sua transição adequada dos sistemas de ensino para a vida laboral activa.

No actual momento de transição para a implementação das autarquias em Angola, o MPLA exorta o Executivo e todos os agentes económicos do país para a sua participação activa na dinamização de actividades sócio-económicas a nível local, que sejam fomentadoras de projectos geradores de emprego de baixa e média qualificação e ampliar as fontes de recursos locais, com vista ao desenvolvimento comunitário. Refere ainda o documento que o MPLA, numa completa combinação com todos os sectores da vida do país, continuará a trabalhar para a constante valorização do capital humano e para a promoção de novos empregos de qualidade, através da realização de um grande esforço de desenvolvimento e de capacitação dos quadros nacionais.

A UNITA denuncia salários de miséria e insta Executivo a valorizar os trabalhadores

Na sua declaração por ocasião da efeméride, a direcção da UNITA insta o Governo angolano a envidar todos os esforços no sentido de dignificar os trabalhadores angolanos, respeitando os seus direitos fundamentais, começando por atribuir-lhes um salário justo e digno. O maior partido da Oposição diz constatar que o partido no poder não cria políticas justas que beneficiem os trabalhadores, preferindo criar condições que propiciem o enriquecimento quotidiano de uns poucos à custa do erário, enquanto os pobres vão ficando cada vez mais pobres. “Infelizmente, neste 1º de Maio de 2018, milhares de trabalhadores continuam a receber salários de miséria, pois o Partido-Estado contínua incapaz de distribuir com justiça e justeza a riqueza do país entre todos os angolanos”,

lê- se na declaração distribuída ontem a O PAÍS. Para o Governo, acrescenta o documento, a luta contra a pobreza continua a ser um exercício de mera propaganda. “O desemprego cresce todos os dias, os preços continuam a subir e os capitais roubados ao povo continuam por lá onde estão sem que se tomem medidas para a sua devolução ao povo”, frisa. Como consequência, refere, os trabalhadores continuam com salários atrasados, têm muita dificuldade de acesso à educação e à saúde, têm de fazer recurso ao direito à greve para poderem ter alguma justiça, pois o Executivo não implementa políticas adequadas de protecção social. Denuncia ainda a UNITA que “o Partido-Estado actua hoje como um grande patrão capitalista que tem medo de um povo esclarecido e economicamente desenvolvido.

Tem medo da democracia, tem medo das autarquias e tem medo do desenvolvimento justo e equitativo dos trabalhadores”. De acordo com o maior partido na Oposição, ao não promover políticas que garantam a estabilidade dos empregos e estanquem a corrosão do poder de compra dos salários, o partido no poder está a mostrar a todos os angolanos que não valoriza o trabalho, nem respeita os direitos dos cidadãos, constitucionalmente consagrados. A UNITA acrescenta que a despartidarização do Estado e a implementação das autarquias em todos os municípios do país, sem excepções, devem constituir objectivos imediatos da justa luta dos trabalhadores angolanos. Para a formação partidária, com a despartidarização do Estado e a implementação das autarquias “teremos mais controlo dos dinheiros públicos, o combate à corrupção será mais eficaz e haverá maior estabilidade para os rendimentos das famílias e das empresas”.

Últimas Notícias