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Sustentabilidade

Tenho recebido, de há alguns dias para cá, sinais de mudança na organização do empresariado nacional.

POR: José Kaliengue

Digamos que, em linguagem mais leve, estamos a aprender a ganhar. Há uma parte no noticiário económico em Angola de que eu não gosto nada. Não sei se acontece noutras partes do mundo, mas aqui exagera-se. E a responsabilidade nem é dos jornalistas, porque a informação vem sempre da fonte, como uma espécie de virtude que deve ser exibida. É assim: de cada vez que se abre um empreendimento, faz-se questão de dizer o número de postos de trabalho criados e de especificar quantos deles são para angolanos e quantos para expatriados. Seria bom que dessem estas diferenças sobre os salários também. Mas o meu problema não é este, até porque há angolanos a trabalhar lá fora também. Quando se abre uma empresa recruta-se trabalhadores, não interessa o local e a hora em que nasceram. Basta dizer que se criaram X postos de trabalho. Chega. Mas os sinais de que falava no início têm um pouco a ver com isso, a capacidade humana que algumas empresas criaram e que lhes está a permitir passar pela crise com menos dificuldades. Veja-se o caso da BIOCOM, que veio anunciar subida na safra, na produtividade e nos resultados. E que mantém a previsão de maturidade para daqui a dois ou três anos. A isto dá-se o nome de sustentabilidade, o que é possível apenas apostando no factor humano, onde quer que tenha nascido. No caso, até, o pessoal é esmagadoramente angolano.

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