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UPRA celebra maioridade com homenagem a ex-estudantes

Dezoito anos depois, a universidade já formou cerca de quatro mil estudantes em cursos como comunicação social, medicina, arquitectura, relações internacionais e outros.

A Universidade Privada de Angola (UPRA) realizou esta Segundafeira, nas suas instalações, em Luanda, uma cerimónia de homenagem aos seus antigos estudantes, funcionários e figuras que impulsionaram o seu crescimento, num acto que encerrou com a comemoração do seu 18º aniversário. Com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, professor doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, entre os homenageados estiveram os ex-alunos que hoje desempenham funções no Executivo, deputados, jornalistas, professores e não só.

Com cerca de quatro mil estudantes formados pela instituição até ao momento, o reitor da instituição, o médico Carlos Pinto de Sousa, garantiu aos presentes que a sociedade pode ter a certeza de que “a UPRA vai continuar a formar verdadeiros líderes”. O também bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, que já dirigiu a reitoria nos primeiros anos de instituição, considera que a Universidade Privada de Angola constitui um marco na formação de quadros nacionais nos sectores público e privado, sobretudo na administração pública de forma directa e indirecta. O secretário de Estado para a Tecnologia, Manuel Homem, e o deputado da CASA-CE Manuel Fernandes, foram dois dos antigos estudantes da universidade que transmitiram os seus testemunhos aos mais novos sobre os caminhos que percorreram até à licenciatura e os postos que ocupam actualmente.

Presente no evento, em representação da ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inivação, o secretário de Estado, Eugénia da Silva, disse que a Lei de Base do Ensino Superior estabelece que todas instituições têm a obrigação de ‘contribuir para o fortalecimento da ciência, da técnica e da tecnologia, participando na resolução dos diversos problemas, os desafios da vida económica, social e cultural para a produção do desenvolvimento sustentável do país’. O governante disse ainda que, enquanto agentes do desenvolvimento, as instituições de ensino superior devem alimentar o debate público sobre as grandes questões e os desafios inerentes ao desenvolvimento social e à afirmação do país no contexto das nações desenvolvidas. Dirigindo-se aos estudantes que assistiam à cerimónia, o secretário de Estado salientou que “vocês são a razão de qualquer instituição de ensino”.

Mas, segundo Eugénio da Silva, eles têm a responsabilidade de se formarem com a ajuda dos docentes, e com os recursos que “a instituição coloca à vossa disposição”. “Espera-vos, como futuros profissionais, grandes desafios. Desde logo a inserção no mercado de trabalho será cada vez mais exigente e competitivo. Por isso, “procurem ser os melhores para aumentarem as probabilidades de sucesso profissional”, disse o governante, sugerindo que “a UPRA tem a obrigação ética de propiciar as melhores condições de acolhimento, permanência, de estudo e aprendizagem e garantir o vosso sucesso, com particular realce para o corpo docente”. Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do CREA, Manuel João da Fonseca, garantiu que a universidade tem procurado fazer a diferença no campo do ensino. Segundo ele, a UPRA tem procurado ser uma instituição de referência nas áreas do saber que lecciona.

Vários anos depois, o mentor do projecto sente-se feliz com o facto de ver muitos antigos estudantes da instituição integrados em várias áreas, alguns dos quais como docentes, secretários de Estado, deputados, governadores, gestores e responsáveis de sectores técnicos, empreendedores, empresários, responsáveis de comunicação social, de unidades hoteleiras, entre outros. “Acreditamos que, apesar das vicissitudes da vida e do país, podemos fazer mais e melhor, tornando a UPRA numa referência nacional, regional e quiçá mundial. Por isso, basta acreditar nas nossas capacidades humanas”, acredita Manuel João. Aproveitando a presença de alguns responsáveis da Educação, o responsável espera por melhoria neste sector porque, segundo ele, “a matéria-prima que nos chega às mãos vem com muitas debilidades”. Na Segunda-feira foram ainda homenageados o economista José Severino, a professora Laurinda Hoygaard, o médico Filomeno Fortes e a malograda professora Gabriela Antunes, pelos esforços desenvolvidos para a implementação da instituição.

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