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XIII edição do FESTECA movimenta mais de 25 grupos teatrais em Julho

Participam nesta edição grupos provenientes do Uíge, Malange, Cuanza-Sul, Benguela, Moçambique, Brasil e Cabo Verde. Pela primeira vez, neste evento será homenageado um dramaturgo e um grupo estrangeiro, pelo contributo prestado na formação e capacitação de actores angolanos

Texto de: Antónia Gonçalo

A XIII edição de Festival de Teatro do Cazenga (FESTECA), que será realizado Julho, no Centro de Animação Artística (Animar’t), em Luanda, vai movimentar mais de 25 grupos teatrais, provenientes do Uíge, Malange, Cuanza-Sul, Benguela, Moçambique, Brasil e Cabo Verde.

Trata-se dos grupos Vozes do Cazenga, Tic Tac, Santa Ana a Resnascer, Alcionica, Amazonas, Gesta Artes e Letras, Tujinguenji,Tua Bixila, Companhia Puniv Teatro, Globo Ngunza, Filhos de Angola, Nzoje, Protevida e Lucengomono. A representação internacional estará a cargo dos grupos Galagazul, ECA, Fladu Fla e a Companhia Letras de Rosas.

Os referidos grupos, para além do Animar’t, vão exibir as peças teatrais “A mesa”, “Não me peças sorrisos”, “Firmino roboteiro”, “África mãe”, “Minha ex-namorada”, “Os hóspedes”, “Traços de revolta”, “Traços do tempo”, “Batata quente”, “Meandros do alembamento”, “O país que nasceu meu pai”, “Nguxiando kakila: o segredo da lagoa”, “Fogueira”, “Os livros devem ser queimados” na Fabrica de Sabão do Cazenga, Casas das Artes e na Casa Cultural Brasil Angola.

Segundo o coordenador do evento, Orlando Domingos, as novidades nesta edição estão relacionada com a homenagem do dramaturgo português João Garcia Miguel e à Companhia moçambicana Girassol. “São pessoas que muito têm contribuído no crescimento profissional dos actores do Animar’t, através de parcerias que resultam em formação”, explicou. Orlando Domingos avançou que pretendem estabelecer parcerias, no âmbito teatral, com companhia cabo-verdianas, o que permitirá a grupos de ambos países participarem em actividades teatrais realizados nos dois territórios, bem como formação e oficina de trabalho.

O FESTECA, para além de permitir o intercâmbio cultural entre grupos nacionais e estrangeiros, tem capacitado actores com a realização de várias actividades como oficinas de teatro. Orlando Domingos referiu que o evento tornou-se uma referência no país, e que, apesar das várias dificuldades, desde a financeira, têm vindo a realizar o evento sem interregno.

“Deste modo, estamos num momento em que nos consideramos resistentes, porque não tem sido fácil trabalhar e manter o festival, apesar das condições económicas e financeiras que não nos favorecem”, apontou. Outras actividades Durante o festival serão realizadas oficinas de teatro e intercâmbio, um Café Teatro na Mediateca Zé Dú, no Marco Historico, na Fabrica de Sabão e na igreja de Santo António, no município do Cazenga.

O dramaturgo português João Garcia Miguel, que será homenageado nesta edição do evento, vai apresentar uma conferência sob o lema “As Artes Performativas e as Novas Tendências criadoras no Teatro”. Serão ainda realizadas conferência de teatro sobre o “Contributos necessários para o Fortalecimento da Dramaturgia em Angola”, “O papel do Teatro no crescimento das relações entre os povos de Angola e do Brasil”, com o director da companhia Elinga Teatro, José Mena Abrantes e a director da Companhia “Letras de Rosa” do Rio de Janeiro (Brasil) Renato Touzpin.

O FESTECA

O festival, promovido em parceria com Associação GL OBO DI KULU , tem como objectivo dinamizar um certame que proporcione um espaço de intercâmbio teatral e ofereça oportunidade aos grupos e companhias de teatro para mostrarem os seus trabalhos.

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