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Editorial: Um país mais aberto

Angola, apesar das dificuldades de toda a ordem, manteve-se numa condição de país isolado na sua região por demasiado tempo. As restrições burocráticas e até alguma nova cultura urbana levaram a uma espécie de conforto no virar de costas aos vizinhos e num abrir de portas para o Norte, sobretudo. Criou-se uma cultura de preferência ao que vinha do Ocidente, independentemente dos custos económicos, sociais e culturais. Isto justificou a burocracia e o quase impedimento de circulação para e dos países vizinhos. A “queda” dos vistos em passaportes ordinários e a consequente liberdade de circulação vai mostrar quanta vantagem estava escondida no outro lado das fronteiras. E neste momento de crise económica, até para os negócios se poderá descobrir que o vizinho ainda é o mais próximo dos parentes.

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