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João Machado prepara queixa contra clubes

O treinador angolano, por não ver honrado os seus salários em atraso, vai abrir queixa contra as formações desportivas que lhe devem.

O técnico de futebol João Machado, que na época passada treinou o ASA, poderá nos próximos tempos reclamar junto das instâncias judiciais o pagamento de salários em atraso em três clubes onde trabalhou nos últimos anos. Informações apuradas por este jornal indicam que os valores em causa ultrapassam largos milhões de Kwanzas, sendo que grande parte deles estejam relacionados com incumprimentos por parte de alguns governos provinciais, como são os casos de Cabinda e do Cuando-Cubango.

“O PAÍS”, de acordo com fontes próximas ao treinador, apurou que a celebração de contratos com o Futebol Clube de Cabinda e com o 4 de Abril do Cuando-Cubango FC foram celebrados com os respectivos governos provinciais. Foram estas entidades que terão convencido João Machado a prestar serviços e a trabalhar tanto no enclave como na agora denominada “Terras do Progresso”.

Fontes conhecedoras do processo garantem que o Atlético Sport Aviação (ASA), despromovido recentemente do Girabola Zap, Campeonato Nacional da primeira divisão, é outra das formações a quem o conhecido técnico angolano deverá reclamar também parte de uma dívida existente. João Machado voltou a treinar o ASA em Dezembro de 2016, mas cinco meses depois foi afastado pela direcção encabeçada por Elias José. Este deixou a presidência do clube na presente temporada por razões de saúde, mas fontes próximas daquele clube adiantam que a má gestão e a queda à segunda divisão não pouparam Elias José.

Demitido ao telefone por Elias José

No ano passado, justamente no dia 1 de Maio, João Machado foi despedido ao telefone pelo então presidente de direcção do Atlético Sport Aviação (ASA), Elias José. Por maus resultados, o decano dos treinadores angolanos foi abruptamente “chicoteado pela direcção do clube aviador. Na altura, João Machado estava no Campo Mário Santiago, no Sambizanga, em Luanda, a ser homenageado pelo contributo que deu e vai dando ao desporto-rei em Angola. Porém, na ponta final do ano o ASA desceu de divisão e concluíu- se que os problemas eram de índole administrativa e estavam ligados a atrasos salariais.

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