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Estado deve dinamizar incentivos fiscais para empresas

O economista Antonilson Pestana afirmou, em entrevista ao OPAÍS, que os actuais incentivos e benefícios fiscais praticados no país ainda são insignificantes, por isso, advoga um maior empenho do Estado

POR: Brenda Sambo

As empresas privadas, sobretudo as micro, pequenas e médias, sentem-se asfixiadas com os impostos actualmente em vigor, que consideram excessivos. Acerca do assunto, o economista Antonilson Pestana defende que na actual conjuntura do país, em que os principais actores económicos encontram-se cada vez mais incapazes de produzir, o Estado deve dinamizar os incentivos fiscais, também para estimular o surgimento de novas empresas. Referiu que, embora seja uma atitude de benevolência, os incentivos fiscais produzem também grandes vantagens quando aplicados da melhor forma.

Segundo o economista, os critérios aplicados para os incentivos fiscais que o Estado angolano imprimiu, mas que são fruto do “compadrio”, não atingiram os objectivos em termos de impacto das políticas macroeconómicas. “O empresário que investisse em zona desfavorável, devia ter um acréscimo naquilo que fosse necessário, como melhores condições de acesso, energia, água e outros”, apontou. Outrossim, apontou o sistema financeiro e a excessiva burocracia na aquisição de divisas como as principais causas da falência das empresas no país. Entretanto, o economista não afasta a hipótese de alguma má gestão, por parte dos responsáveis das micro, pequenas e médias empresas, como causa da sua falência.

Alerta que o encerramento de uma unidade de produção por motivos de falência causa enormes constrangimentos à economia, incluindo o desemprego. “Entre 2016 e 2017, a taxa de desemprego atingiu níveis acima dos 80%. Isto é muito mau”, considerou. Neste quadro, prosseguiu o economista, as forças de produção tornam-se incapazes de produzir, reduzindo assim os níveis de arrecadação de receitas pelo Estado, um facto que dificulta a sua planificação orçamental visando o bem-estar da população. “E o Produto Interno Bruto por Pessoa também é muito baixo”, ressaltou.

O que as empresas devem fazer?

O economista defende que dada a situação de crise, as empresas devem antecipar os custos, adoptando um plano de gestão cuja finalidade seja o controlo antecipado dos custos, e assim identificar as áreas de custo elevado. Outra medida, segundo Antonilson Pestana, seria a aposta na formação dos colaboradores vissando desempenharem diferentes tarefas na organização. “É fundamental uma análise profunda para se saber como produzir, o que produzir e para quem O  produzir”, apontou.

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