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Frederico Cardoso pede mais rigor aos jornalistas no exercício da sua profissão

O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, pediu mais rigor aos jornalistas no exercício das suas funções, obedecendo determinados pressupostos como a ética e a deontologia

POR: Norberto Sateco

O governante lançou este apelo quando falava no fórum “Liberdade de Imprensa e Democracia”, alusivo ao Dia de Liberdade de Imprensa, celebrado ontem em todo o Mundo. Chamou a atenção sobre o sensacionalismo, a injúria e a difamação, que algumas vezes são veiculadas na media angolana, acrescentando que quanto maior for a Liberdade de Imprensa, maior deverá ser o sentido de responsabilidade. Defendeu igualmente o estreitamento da relação entre governantes e governados, por via da imprensa, através da disponibilização de maior informação. Segundo ele, “é preciso continuar a reduzir a brecha de conhecimento entre governantes e governados, através de uma política que coloque os cidadãos a par e passo das actividades do Governo”, afirmou.

UNESCO garante continuar a cooperar

Chamado a intervir no acto, o director da UNESCO em Angola, Nicolau Bubusi, reiterou a disponibilidade da sua instituição para continuar a cooperar e a defender os jornalistas para um melhor exercício das suas actividades. Na sua curta intervenção, Bubusi disse que num Estado Democrático e de Direito requer que os cidadãos estejam bem informados pela media sobre os vários casos que os envolvem. Trata-se de transparência nas decisões políticas, publicidade dos debates sobre temas de interesse comum, e pluralidade de pontos de vistas capazes de favorecer a formulação de opiniões que questionem as verdades oficias e o dogmatismo.

Cresce o número de jornalistas mortos

Nicolau Bubusi denunciou que a UNESCO registou 79 assassinatos de jornalistas em todo o Mundo durante o ano passado. Apesar desta situação, esta agência das Nações Unidas continuará empenhada na formação de jornalistas de diferentes países, para se adaptarem à legislação e às normas internacionais em matéria de liberdade de expressão.

Angola presente no Ghana

Entretanto, Angola faz-se presente em Accra, capital do Ghana, na Jornada Mundial sobre Liberdade de Imprensa, através do secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoleneke. Integra ainda a delegação, o secretário do Sindicato dos Jornalistas Angolanos(SJA), Teixeira Cândido. Transparência, acesso às fontes e liberdade dos medias face ao poder político e económico, são temas que estarão em debate neste país da África Ocidental. Em breves declarações a OPAÍS, Teixeira Cândido informou que a ocasião será aproveitada pela UNESCO para fazer a entrega do prémio anual de Liberdade de Imprensa a Guilhermo Cano e ao fotógrafo egípcio Mahmoud Abu Zeid, conhecido por Shawkan, preso desde Agosto de 2013 e em risco de ser condenado à pena de morte.

Dia 3 de Maio

Consagrado como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 1993, em seguimento à Recomendação aprovada na 26ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, em 1991. Tudo em resposta ao apelo dos jornalistas africanos que, em 1991, elaboraram a Declaração de Windhoek sobre o pluralismo e a independência dos media. O Dia é uma ocasião para informar os cidadãos sobre as violações à liberdade de imprensa – um lembrete de que, em muitos países do mundo, as publicações são censuradas, multadas, suspensas e encerradas, da mesma forma que jornalistas, redactores e editores são perseguidos, atacados, detidos e até assassinados.

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