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Movícel põe ‘em xeque’ legitimidade do Sindicato de Trabalhadores

Enquanto a entidade empregadora acusa o uso de assinaturas indevidas, o sindicato fala em coação e promete “cruzar os braços” no dia 7 de Maio

POR: Norberto Sateco

A direcção geral da operadora de telefonia “Movicel” afirma não existirem elementos que sustentem a convocação da greve de trabalhadores agendada para o dia 7/05. Num comunicado a que o OPAÍS teve acesso, a operadora diz que na Assembleia de trabalhadores realizada no dia 21 de Abril, que sustentou a convocação da referida greve, não se fizeram presentes mais de 80 por cento dos colaboradores, o que, no entendimento da empresa, configura matéria suficiente para colocar em causa a legitimidade da Comissão Sindical.

“O Sindicato utilizou assinaturas de trabalhadores de outros momentos, de forma indevida, com o objectivo de fazer crer à Direcção da Movicel que a maioria dos trabalhadores sustenta a realização da greve”, lê-se no comunicado, “como sendo informação prestada por trabalhadores”. Em relação ao aumento salarial na ordem dos 75 por cento, a reavaliação e reenquadramento do pessoal na nova tabela salarial, constantes no caderno reivindicativo, entregue ao empregador em finais de Março, que alegadamente não mereceu resposta, a Movicel diz compreender, mas não poder atender as reivindicações sob pena de, alega, poder vir a colocar em risco pagamento de salários e agravar o ambiente produtivo da empresa.

Entretanto, a aquela empresa reconheceu estar a viver uma situação crítica devido à crise económica e financeira, ao ponto de submeter a empresa a um processo de reestruturarão, de forma a reverter o actual quadro. Segundo o primeiro-secretário da Comissão Sindical, Costa Fernandes dos Santos, não existe qualquer vontade ou interesse favorável à negociação, por parte da direcção da empresa, posicionamento contrariado pela Movicel, que diz demonstrar-se aberta para o diálogo, razão por que alega ter atendido a questão do subsídio de alimentação, transporte e de óbito, na ordem de 33 por cento. Ainda no mesmo comunicado, a entidade empregadora entende serem infundadas as acusações feitas pela Comissão Sindical, segundo as quais os trabalhadores estavam a ser intimidados para que não aderissem à greve, sob pena de virem a ser despedidos.

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