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Quantum Global reafirma que dinheiro do Fundo Soberano está devidamente aplicado

O Grupo Quantum Global reafirma que todos os fundos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) por ele geridos, “estão intactos e devidamente justificados”.

Segundo uma nota de imprensa desta instituição, divulgada ontem, 3 de Maio, a partir de Zug(Suiça), todo o dinheiro do Fundo foi depositado em contas bancárias ou investido em empresas em Angola e na África Subsahariana. Acrescenta que este Fundo criou também centenas de postos de trabalho e gerou riqueza para comunidades em todo o continente, esclarecendo ainda que a sociedade de investimento do FSDEA detalhou todos os fundos sob sua gestão, passados e presentes.

A Quantum Global reagia assim, ao facto de o FSDEA ter recorrido a processos judiciais contra o Grupo, revelando que o Fundo Soberano recebe actualizações regulares sobre as operações e sobre o valor do Fundo que cresceram sob a administração da Quantum. A Quantum Global sugere que o FSDEA deve procurar uma solução negociável ou arbitragem em conformidade com os acordos contratuais, “em vez de lançar processos legais equivocados”, assinala a nota.

Mandatos

A Quantum Global explica que geriu dois tipos de investimentos para o FSDEA, sendo o primeiro um mandato de dinheiro líquido conhecido como “mandato de classe de múltiplos activos”, que investe principalmente em acções e títulos listados. O segundo é um mandato de capital privado (private equity) que investe em empresas privadas para crescimento a longo prazo.

Mandato de líquidos

Até Abril do ano em curso, a Quantum Global Investment Management Ltd. (“QGIM”), na Suíça, em nome do Fundo Soberano, geriu um mandato de classe de múltiplos activos e o valor desse dinheiro cresceu acima dos principais “benchmarks” sob sua gestão. Este mandato foi rescindido pelo Fundo Soberano em Fevereiro de 2018, estando esses fundos novamente sob sua gestão, explica a nota a que este jornal teve acesso.

Mandato de Capital Privado

A nota acentua que além disso, o FSDEA comprometeu US $ 3 bilhões a sete fundos de capital privado baseados nas Ilhas Maurícias, onde a QG Investments Africa Management Ltd é a gestora de investimentos. Esse dinheiro é depositado como caixa e equivalentes de caixa nas contas bancárias de cada fundo, como uma “contribuição antecipada em dinheiro”, justifica a Quantum Global. O resto do capital inicial foi investido em 20 empresas listadas, que podem ser consultadas no site da Quantum Global, no endereço “http://quantumglobalgroup. com/businesses/private-equity/ portfolio-companies/”. O comunicado adianta que o valor desses investimentos tem aumentado de acordo com os últimos números preliminares nãoauditados. Acrescenta que todos os investimentos e os pagamentos foram auditados segundo as normas internacionais de contabilidade IFRS e em observância da política de investimentos do Fundo.

Relatos da imprensa Contrariamente aos relatos na imprensa, segundo a nota, o gestor de investimentos forneceu ao FSDEA, durante todo o ano, relatórios trimestrais sobre os investimentos, declarações semestrais, e declarações auditadas. “Os relatórios financeiros de 2017 estão actualmente a ser auditados por uma respeitada empresa de auditoria independente”, realça a nota. Reforça que, ao fazer esses investimentos, o Grupo Quantum Global, enquanto gestor de investimentos, sempre agiu no interesse dos seus investidores.

Criação de emprego e prosperidade económica

Segundo ainda a mesma nota, olhando para o portfólio de empresas que tenham beneficiado de investimentos do Fundo de Capital Privado do FSDEA, estão a fornecer empregos e prosperidade às comunidades em Angola e em África, e a fornecer ao FSDEA retornos sustentáveis a longo prazo. Apontou os investimentos no projecto do Porto de Caio, através do Fundo de Investimento em Infra- estruturas e na Estrela da Floresta, através do Fundo de Sivicultura, respectivamente como parte de capital. “A Quantum Global e o FSDEA estão a criar dois potentes clusters industriais que estão hoje a contribuir para a criação de empregos para os angolanos e com promessas de mais empregos e riqueza para as comunidades no futuro”.

Acrescentou que o Porto de Caio, onde o FSDEA investiu inicialmente US$ 180 milhões, está agora avaliado em US$ 385 milhões, e quando estiver totalmente operacional vai criar 30 mil empregos directos e indirectos. A receita do Governo com o aumento da actividade económica deverá proporcionar anualmente ao país USD 300 milhões de receita tributária, segundo projecções da pesquisa. No sector da madeira, a Estrela da Floresta vai criar acima de 10 mil empregos e injectar USD 1,1 bilhões na economia local quando todas as 18 concessões estiverem operacionais. Para o sector da agricultura, sete fazendas industriais são operadas sob o projecto Fazangola e trabalham para reduzir as importações de alimentos, e criar uma grande indústria alimentar para Angola.

Destruição do valor causada por processos judiciais

Ao continuar a recorrer aos procedimentos legais nas Ilhas Maurícias e no Reino Unido, atendose ao comunicado, o FSDEA está a destruir valor nos seus próprios investimentos. A Quantum Global justifica que os portfólios das empresas não podem pagar salários e aos principais fornecedores, cumprir obrigações contratuais para financiar a construção de novos prédios ou pagar impostos, ou ainda contas jurídicas. Esta instituição alerta que todas as consequências negativas resultantes da abordagem jurídica adoptada pelo FSDEA resultará em prejuízos financeiros para o portfólio do FSDEA e para o povo angolano. “Esta abordagem jurídica vai contra a missão da nova administração do FSDEA, de proteger o valor dos investimentos existentes”, lê-se numa das passagens da nota de imprensa. Apesar desta situação, a Quantum Global garante continuar a defender a sua reputação “contra ataques injustificados, através de procedimentos legais nas Ilhas Maurícias e no Reino Unido”, e, simultaneamente, espera que a disputa contratual seja resolvida de forma profissional.

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