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Carta do leitor: Critérios secretos da EPAL e da ENDE

Caro director, caros jornalistas e caros leitores do jornal OPÁIS. Digo mais, caros angolanos, Há uma máfia que nos quer sugar o tutano todo. Acho que posso dizer isso mesmo sobre o que se passa com as empresas que deveriam fornecer aos angolanos bens essenciais para a sua vida civilizada nos tempos do século XXI em que estamos, mas não parece.

POR: Júlio S. Paiva

Falo da ENDE e da EPAL. O que estas duas empresas fazem é exactamente o mesmo que outras empresas fazem no resto do mundo, só que lá fora fazem bem, porque os gestores estariam na rua se fizessem como os nossos fazem. E os povos não tolerariam como nós cá toleramos. Aliás, eles nos venceram e nós seguimos como cordeiros. Como é possível que em pleno século XXI estas empresas não prestem serviços de qualidade apesar dos milhões que gastam? Aqui, pelos lados do Camama, Jardins do Éden, condomínio BPC, Condomínio Bom Sossego (dos jornalistas), Casas da Juventude, tem sido uma “yula” para os gestores da EPAL e da ENDE, se calhar também para os dirigentes do Ministério de Energia e Águas. A luz falha quase todos os dias, os moradores estão reféns, nunca sabem se o que colocam nos frigoríficos vai estragar-se no dia seguinte ou não. A água, se passa dois dias, depois é um, dois, três, ou mesmo seis meses a gastar dinheiro com as cisternas. Para fazerem alguma coisa, os técnicos destas empresas Fazem “trabalho extra” e os moradores têm de contribuir. Mas as soluções nunca duram um mês. É jogo do gato e do rato, mas é um jogo assassino, porque nunca se sabe de onde vem a água das cisternas, que doenças trazem. Não me venham com falhas, avarias, etc., trata-se de um roubo descarado e que se fôssemos um país sério (como diz o outro) já algumas pessoas estariam na prisão. Eu só gostaria de saber com que critérios estas empresas escolhem as áreas a cortar, será porque são zonas novas? Porque acham que os moradores são ricos? Porque sabem que os moradores não têm alternativa? Que critérios é que determinam que uma localidade, na capital do país? Fica dois ou três meses sem água? Acho que se fosse possível, cada angolano pegava na sua trouxa e abandonava este país, isto não é forma de viver, nem é justiça, nem é governar.

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