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Crise ditou a paralisação do grosso das fábricas na ZEE de Luanda-Bengo

Pelo menos 66 das 76 fábricas instaladas na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEELB) estão paralisadas em consequência da crise provocada pela queda no preço do petróleo desde 2014, revelou o presidente do Sindicato da Indústria e Serviços.

Carlos Neto, pronunciando- se à margem de uma reunião de comissões sindicais das unidades industriais da ZEELB, propôs a privatização de empresas paralisadas, para que empreendedores com capacidade financeira lhes dêm nova vida. O Governo esteve quase a privatizar 53 unidades industriais instaladas na ZEELB, para conter os custos de manutenção e optimizar a criação de empregos, na esteira de uma ordem presidencial de 26 de Maio de 2016, autorizando a “transferência de todas as acções, representando o capital dessas unidades industriais para “negócios privados”, entidades que possuem capital e tecnologia suficientes”.

Em Fevereiro deste ano, o Presidente João Lourenço ordenou a criação de uma comissão destinada a preparar e conduzir o processo de privatização de empresas públicas de referência através da bolsa de valores angolana. A comissão é coordenada pelo ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes, e inclui os ministros das Finanças, Economia e Planeamento; os secretários da Economia, Finanças e do Tesouro. Entretanto, a gestão e operação dos centros de desenvolvimento industrial do Dande (Bengo) e Lucala e Massangano (província do Cuanza-Norte) serão entregues a empresas privadas em 2018, segundo uma ordem exarada pelo Presidente da República.

A mesma directriz, que abrange “outros centros existentes ou em construção em outras províncias”, estabelece uma comissão multissetorial liderada pelo Ministério da Indústria que inclui os ministros da Economia e Planeamento, Finanças e Comércio. A comissão multissectorial deve “listar e inventariar todos os pólos industriais do país, cuja gestão e operação é conveniente para o Estado designar a entidades privadas”, bem como estabelecer os procedimentos e o cronograma para a realização de actividades públicas e propostas para a transferência da gestão e exploração.

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