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Combate contra ravinas virado para o Moxico e Lunda

Depois da formação ocorrida em Luanda na semana passada, as representações dessas províncias do Leste de Angola mostraram interesse em albergar a mesma acção formativa

Texto de: Alberto Bambi

O responsável da instituição Vias do Bem, Angelino Quissonde, revelou ao O PAÍS que alguns dirigentes do Moxico e da LundaNorte manifestaram o interesse
de albergarem as próximas sessões de formação em combate contra as ravinas nas suas províncias, a fim de verem o fenómeno abordado de forma mais específica e pontual. “Este interesse foi manifestado durante a formação que ocorreu ao longo da semana passada em Luanda, onde esses interessados viram tratadas situações características das suas regiões.

Aliás, foi por causa disso que eles notaram que, se as actividades formativas forem feitas nas suas áreas, a contribuição do seu pessoal na resolução dos problemas será melhor”, declarou Angelino Quissonde, tendo acrescentado que, às vezes, se impõe tal tipicidade de acção para sermos mais específicos.

Apesar de não ter avançado data para atender a tais solicitações, o engenheiro adiantou que a sua organização está preparada para potenciar os quadros de qualquer entidade ou instituição, acrescentando ter sido por esta mesma razão que se pensou primeiro numa sessão concentrada na cidade capital.

“Quando projectámos a formação global que se passou de 25 a 28 de Abril último, já prevíamos ter uma resposta do género, por causa do leque de conteúdos preparados pelo grupo de engenheiros que integraram este processo”, gabou-se Angelino Quissonde, referindo-se a algumas questões pontuais que se identificavam com as províncias em causa, além do Cuando Cubango, Bié e Lunda-Sul.

O entrevistado, que classificou essas regiões de Angola como parte de um grupo das zonas mais afectadas pelas ravinas, detalhou alguns critérios propostos para as mesmas, que contemplam um estudo minucioso, avaliação dos solos e outras modalidades adequadas ao local, a fim de se tornar as operações necessárias de menor custos. Além do estado dos solos, interessa aos engenheiros um registo local da quantidade de chuvas, constatação da arborização ou da existente nessas localidades.

“No caso de se verificar o acentuado desconforto do solo, uma medida imediata podia basear-se na colocação selectiva de pneus preenchidos com terra”, propôs o interlocutor deste jornal.

O próprio informou ainda que as solicitações manifestadas no encontro recente não se limitaram às províncias do Moxico e Lunda-Sul, já que a do Uíge, embora não de maneira formal, também mostrou igual interesse. Instituições como a Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), os Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e a Unitel não ficaram para trás.

“À ENDE e Unitel interessa uma formação do género para os seus funcionários, sobretudo porque instalam postes ou antenas em zonas que podem estar afectadas pelo fenómeno de ravinas, evitar fazê-lo poupar-lhes-ia alguns custos”, explicou o engenheiro, para quem os Bombeiros constituíam o grupo com mais necessidade de formação, por ser deles a responsabilidade de acudir a catástrofes provocadas por este grande mal.

Combate contra ravinas virado para Moxico e Lundas

Na primeira sessão de formação sobre critérios de combate contra as ravinas, o grupo de formadores recomendou aos governos provinciais, municipais, distritais e comunais a elaborarem os mapas de controlo de riscos geológicos, a fim de se constatar o progresso ou a regressão das erosões e ravinas, acautelando, desta forma, o estudo das bacias hidrográficas.

A criação de um projecto em que os formandos da actual formação sejam protagonistas, com o intuito de diagnosticar ou identificar possíveis zonas susceptíveis de deslizamentos que dão lugar a ravinas em cada região foi outra das recomendações, sem deixar de lado o desenvolvimento de estudos e apresentação de soluções que visam a prevenção, controlo e estabilização das mesmas, utilizando soluções económicas viáveis.

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