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Álbum “Igual ao prazer” de Kyaku Kyadaff eleito Melhor Álbum do Ano no AMA

O músico e compositor Carlos Lamartine foi condecorado com o prémio Homenagem Carreira, pelo contributo prestado em prol da música angolana. O músico Filho do Zua arrebatou três prémios: de Melhor Produção Musical, Kizomba e Gueto Zouk

Texto de: Antónia Gonçalo

A obra discográfica intitulada “Igual ao prazer” do músico e compositor Kyaku Kyadaff conquistou o prémio na categoria de Álbum do Ano na VI edição da Gala de premiação Angola Music Awards (AMA) realizada Sábado, 5, no Pavilhão Helmarc Arena Multiusos do Kilamba, em Luanda.

O álbum lançado em Dezembro do ano passado, sob chancela da LS Republicano tem 16 faixas musicais, como “Bisso na Bisso”, “Mónica”, “Mumpimpa”, “Doença do bolso”, “Rainha”, “Faculdade” e “Mazakaleke”. Concorreram ainda com os CD “Pikante Vol. 06”, “Eva, igual ao prazer”, “Tatuagem”, e “Tudo ou nada”, dos artistas DJ Dias Rodrigues, Eva Rap Diva, Telma Lee e Filho do Zua, respectivamente.

Este último não esteve presente no evento por questões de trabalho no exterior, tido como uma das referências do núcleo de compositores angolanos de sucesso, que em 2014 lançou a sua primeira obra discográfica foi ainda eleito como o Melhor Artista Masculino, somando assim dois prémios neste edição do evento, que tem como objectivo promover a cultura musical de Angola através da premiação do trabalho dos melhores e mais populares artistas e criadores da Artista Noite e Dia brindou o público com os seus temas musicais música.

Filho do Zua arrebata três prêmios

O músico Filho do Zua venceu nas categorias Melhor Produção Musical, Melhor Kizomba e Melhor Gueto Zouk, músicas que constam do álbum “Tudo ou nada ”, lançado em Dezembro do ano passado. O artista agenciado pela produtora Clé Entertainment, no mundo da música há sensivelmente sete anos, não esteve presente no evento por razoes profissionais.

A kudurista Noite e Dia conquistou os prémios nas categorias de Melhor Artista em Palco e Melhor Kuduro. A cantora agradeceu a Deus e a todos os fãs pelo apoio. “Hoje recebo esses prémios graças a vocês. Não seria a Noite e Dia sem o vosso apoio e carinho”.

Ainda com duas nomeações ficou a cantora Eva Rap Diva na Melhor Rap/Hip Hop e Melhor Artista Feminina. A artista agradeceu a todas as pessoas que lhe apoiaram, como o músico Vui Vui, o seu produtor musical Detergente, Mawete Cipriano, Karina Barbosa e Daniel Nascimento. Eva Rap Diva dedicou ainda o prémio a todas as mulheres angolanas.

“Quero dizer a todas as mulheres que sonhar é fácil, mas todas temos que ser fortes e corajosas, porque correr atrás dos nossos sonhos, porque tudo é possível”, apontou. Outras nomeações Na classe de Melhor Gospel foi escolhido o cantor Miguel Buila, com a música “Deus me consola”.

O artista que emocionou-se com o facto e contagiou o público presente no evento agradeceu a Deus pela conquista e dedicou o prémio a todas as mulheres que sofrem de câncer e a sua esposa que muito o tem apoiado na vida pessoal e profissional. “Que Deus abençoe a todos.

Obrigado por deixarem que Deus faça parte das vossas vidas sempre. E se em 2018 o AMA é mais uma certeza é porque Deus continua a vencer”, considerou. O músico Preto Show foi considerado o Melhor Artista Digital, enquanto a cantora Nsoki, Cláudio Fenício/Lil Saint e M.O.B. arrebataram os prémios nas categorias de Melhor Vídeo, Melhor Colaboração, Melhor Grupo do Ano e Música Mais Popular, respectivamente.

O kudurista Da Beleza venceu na categoria Melhor Artista da Internet. O artista considerou gratificante o prémio, tendo realçado que mesmo antes de recebê-lo já se sentia como um vencedor, pelo facto de ser nomeado na referida categoria. “Este é o momento que não esperava.

Agradeço a Deus pela coragem, forma, a minha mãe e a minha família que tem sofrido por alguns comentários relacionado comigo”, apontou. Para o Melhor Artista e Grupo Revelação venceu Isco Que Kuia e para Melhor Rock conquistou o grupo Mvula, a dupla Duc- Niko ganhou na categoria Melhor World Music, Puto Prata arrebatou o prémio de Melhor Afro-zouk e para o Melhor Semba ganhou Eddy Tussa/ Dj Dias Rodrigues.

A cantora Gizela Silva venceu na categoria Melhor Musica Tradicional, já na classe de Melhor R&B/Soul ganhou o cantor Ruí Orlando. Animação artístico musical A animação artístico-musical esteve a cargo de mais de 15 artistas, que brindaram os presentes com os seus temas musicais que fazem sucesso no mercado.

Trata- se dos músicos Kelly Silva, Livongh, Duke e Niko, Anabela Aya, Patricia Faria, Cabo Snoop, Telma Lee, Don Caetano, Noite e Dia, Jessica Pitbull e Yuri da Cunha. Cantou ainda no evento a cantora santomense Ana Moreira, fruto da parceria existente entre as organizações congéneres, como Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, para a promoção dos artistas nomeados, assim como vai levar adiante o lançamento dos Palop Music Awards que será realizado este ano.

Carlos Lamartine homenageado

O músico e compositor Carlos Lamartine foi condecorado com o prémio Homenagem Carreira, pelo contributo prestado em prol da música nacional e por ser um dos ícones da música angolana, assim como pela herança cultura acometida a todos os angolanos. O prémio foi recebido pela sua filha, Yolanda Costa.

O músico começou a sua carreira musical em 1956, com o grupo “Kissueias do Ritmo”. Na sua carreira a solo passou a ser acompanhado e gravou, de 1973 a 1977, com o conjunto os “Merengues”, e participou em diversas tournées nacionais e internacionais, com o emblemático conjunto Kissanguela.

De 1974 a 1977 distinguiu-se no célebre período da canção política, como intérprete e compositor e da sua obra ficaram conhecidas, pelo grande público, importantes canções, das quais destacamos “Ene” (eles), “Ó dipanda wondo tula kiá” (A independência vai chegar), “Zuatenu milele iá xikelela” (Vistam-se de panos pretos), “Kimbemba” (canção dedicada a Agostinho Neto).

O seu primeiro CD “Memórias” (1997) voltou a projectá-lo no quadro dos intérpretes mais prestigiados da Música Popular Angolana. Em 2005 surgiu com o disco “Frutos do chão, são coisas nossas”.

Consta que o artista representa uma geração que elegeu como princípios básicos de criação artística o tratamento e valorização do cancioneiro popular, a exaltação da história política de Angola, a liberdade, a emotiva celebração da independência e a defesa dos valores culturais da africanidade.

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