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Angola precisa de cinco mil escolas para tirar crianças de fora do sistema de ensino

Ter professores de qualidade e bem remunerados é a aposta para se ter um ensino de excelência, segundo o ministro de Estado para o Sector Económico e Social, Manuel Nunes Júnior

POR: Milton Manaça

O governante fez esta afirmação na abertura do Encontro Nacional da Educação que teve início, ontem, em Luanda, e que se estenderá pelos próximos três dias, e em que serão discutidos os principais problemas que do sector. Segundo Manuel Nunes Júnior, este é o desafio que o Executivo de João Lourenço terá de enfrentar se quiser livrar-se do actual número de crianças que se encontram em casa por falta de escolas.

Importa frisar que dados do Ministério da Educação apontam para cerca de dois milhões de Crianças nesta condição. “Ainda temos muitas crianças fora do sistema de ensino, que é algo que temos de resolver com muita eficácia e determinação. É mais um desafio que teremos de enfrentar e ultrapassar com sucesso”, frisou. Do ponto de vista qualitativo, o governante reconheceu que o país não está bem e precisa de fazer um esforço gigantesco para mudar a situação, tendo revelado que aposta na formação de professores deve ser prioritária, para se alterar o quadro.

Professores, principais agentes da mudança

Ter professores com qualidade e bem remunerados é, na visão de Manuel Nunes Júnior, a aposta que se deve fazer para se ter um ensino de excelência no país. No seu discurso, o responsável sublinhou que a falta de qualidade dos professores é uma das insuficiências do nosso sistema da educação. Para tal, anunciou que está em fase avançada de elaboração, e será apreciada pelos órgãos competentes do Executivo, um programa de formação e gestão de pessoal docente, que visa assegurar que as funções docentes no ensino geral sejam garantidas por professores qualificados e com bom desempenho. “Sem termos professores de qualidade, dificilmente poderemos ter um ensino de qualidade no país.

Os professores são os principais agentes da mudança”, sublinhou o governante, acrescentando que o que separa os países ricos dos pobres, actualmente, não é apenas a riqueza material, mas sobretudo a diferença em termos de conhecimento. Já a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, disse que a prioridade para Angola reside no ensino de base e secundário, que são a base do desenvolvimento do nosso país. Cândida Teixeira disse que o Ministério da Educação assume o compromisso político e institucional que passa pelo desenvolvimento da educação pré-escolar, do primário, qualidade requerida e a expansão escolar.

A titular da pasta da Educação realçou também que outro objectivo é a reorganização dos currículos e a formação de professores especialistas em investigação, e outros aspectos, que contribuem para a melhoria da qualidade de ensino. O Encontro Nacional da Educação 2018 decorre sobre o lema “Capacitar o professor é garantir um ensino de qualidade para todos”, e nele participam directores de gabinetes nacionais e provinciais da Educação, inspectores, directores municipais e outros agentes da educação.

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