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Hospital Militar conta com unidade específica para hemodiálise

A unidade de hemodiálise do Hospital Militar Principal de Luanda inaugurada ontem, que assiste 230 pacientes, um número acima das suas capacidades, vai garantir melhores condições aos doentes com insuficiência renal, que anteriormente eram atendidos nos serviços gerais daquele hospital

Para dar resposta às preocupações relacionadas com a necessidade de criação de uma área específica para atender os doentes com insuficiência renal, o chefe de Estado- Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Egídio Sousa Santos, procedeu, ontem, à inauguração da unidade de hemodiálise do Hospital Militar.

Antes, os doentes eram atendidos juntamente com os outros casos que acorriam àquela unidade hospitalar, o que colocava em causa a qualidade dos serviços. O novo centro conta com 30 monitores, o que facilitará o atendimento dos 230 doentes que constam no programa regular de hemodiálise.

De acordo com o General do Exército, o seu sector está preocupado com o crescimento do número de casos de efectivos das FAA que padecem desta enfermidade, facto que por si só justifica a tomada de um conjunto de medidas de controlo e monitorização deste problema, cujo tratamento definitivo ainda não está disponível nas unidades sanitárias do país. Por tratar-se de uma patologia de enorme complexidade e o transplante constitui a única alternativa para a sua cura, o Estado- Maior General mostra-se sensível em criar infra-estruturas básicas, incluindo a aquisição e instalação dos respectivos equipamentos.

Os serviços prestados beneficiarão não apenas os militares das FAA, como também os seus familiares directos afectados pela insuficiência dos rins. Pelo facto, devese continuar a prestar atenção ao melhoramento das condições de vida e de trabalho dos efectivos, para que possam cumprir pronta e integralmente a sua missão.

“Torna-se urgente promover o sentido de responsabilidade dos chefes, a todos os níveis, na gestão rigorosa dos recursos técnicos, materiais e humanos disponíveis nas unidades, estabelecimentos e órgãos militares”, defende. Na ocasião, Egídio Sousa Santos, reiterou o total apoio aos serviços de saúde das FAA para que tenham disponíveis as condições técnicas adequadas que lhes permitam continuar a prestar um serviço de qualidade aos efectivos.

Número de doentes acima do estabelecido em Diário da República

Quanto às dificuldades que o Hospital Militar Principal de Luanda tem, o director-geral, Belmiro Rosa, disse que não foge da realidade do país, sendo a mais preocupante o universo de doentes. Têm o registos de muitos doentes que procuram antes outras unidades sanitárias privadas, mas ao verem esgotar as possibilidades financeiras param no Hospital Militar.

“O Hospital Militar é igual a qualquer outra unidade hospitalar, tem despesas, pelo que temos dificuldades em responder à demanda. É como uma manta de retalhos, que puxamos para tapar a cabeça e ficam os pés descobertos. Estamos inseridos dentro do Sistema Nacional de Saúde e a atenção primária deve ser a chave de tudo”, realçou Belmiro Rosa.

O director-geral que falava à margem da visita àquela instituição, explicou que com a inauguração da unidade de hemodiálise vão poder avançar na humanização dos serviços. Além do tratamento, será possível oferecer dignidade aos pacientes, a partir do momento em que as condições forem melhoradas.

“Os pacientes terão quatro horas de tratamento e ser-lhes-á servida uma merenda”, disse. Belmiro Rosa sublinhou que asseguram a unidade sanitária mais de uma centena de trabalhadores, militares e civis, entre os quais contam com quadros nacionais qualificados, preparados para atender às diversas patologias, mas também para formar e passar experiência, uma vez que o HMP também é uma escola.

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