loader

Kwame Sousa leva “Reino Angolar: Ponto de Partida” ao Luanda Arte

O Espaço Luanda Arte (ELA) acolhe a exposição de pintura “Reino Angolar: Ponto de Partida”, da autoria do artista santomense Kwame Sousa a partir das 18 horas de Sexta-feira, na baixa da cidade

A referida exposição Individual reúne um conjunto de 35 peças, que resultam de uma residência artística de cinco semanas decorridas no Espaço Luanda Arte (ELA), devendo a mesma ficar patente até ao dia 4 de Julho.

De acordo com uma nota da curadoria do artista, assinada por João Carlos Silva, director do CACAU em São Tomé, refere “Telegraficamente Amador! Olhos e mentes motoras de todas as utopias, Kwame Sousa entra na teia de sonhos e mistérios, caminha lado a lado com os demais artistas, enfrenta cruzamentos de linhas mas não descarrila.

“E agora aceita Anguéné, terra angolar, revisita o seu território grávido de magia e imaginários férteis, paridos nas camas dos ventos do sul. E entra no óbó dançando congos. Reinterpreta escrevedores: Francisco Tenreiro, Alda do E. Santo, Almada Negreiros, São de Deus Lima e outros que também são de Deus”, lê-se no documento.

O autor Nasceu no Hospital “Agostinho Neto”, em São Tomé e Príncipe (STP), em Abril de 1980. É um artista verdadeiramente multidisciplinar, explorando uma enorme gama de mídias, técnicas e estilos. Sob a influência de colegas descobriu o gosto pela arte no final do ensino préuniversitário, e começou então a desenhar.

Em 2000, desenvolvia uma linguagem interessante nas suas pinturas,e foi um dos vencedores do “Projeto Experimentação 01”, que marcou a sua apresentação ao público na Galeria “Teia de Arte” em STP. Em 2001, integrou, juntamente com o artista João Carlos Silva e outros, o grande projecto da “II Bienal de Arte” de STP.

Aliás, a partir de 2001, passou por um longo período de descoberta e amadurecimento, e conviveu com diversos artistas de craveira internacional, e também passou por vários workshops com artistas de diversas partes do mundo – que lhe permitiu a ligação e a troca de experiências com diferentes linguagens artísticas.

Em 2002, expôs no “Instituto Politécnico” do Porto, Portugal, e seguiram-se várias exposições individuais e colectivas em STP e noutros países. Em 2003, começou o seu percurso académico em Portugal, tendo passado pela “Escola de Artes e Ofícios do Espectáculo”(EPAOE) do Chapitô, e em seguida pela “Escola de Arte Visuais“ (AR.CO), onde estudou pintura e desenho. Durante o percurso académico, nunca deixou de ser activo nos seus passos, tendo participado em diversas exposições enquanto se formava.

Últimas Notícias