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Mundo reage à decisão de Trump

O Irão considerou que os Estados Unidos “é um país que nunca cumpre”.

Num discurso cheio de críticas à Casa Branca, minutos depois do anúncio de Donald Trump, o presidente do Irão Hassan Rohani disse que os Estados Unidos “nunca cumprem os acordos internacionais”. Hassan Rohani assegurou que o seu país vai cumprir o acordo com outros países e que se os interesses do Irão forem respeitados, o país compromete-se a permanecer no acordo nuclear “mesmo perante oposições”.

Israel

Para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o acordo nuclear com o Irão era “desastroso”. Netanyahu, que foi dos primeiros a reagir ao anúncio da Donald Trump, disse que a decisão do governo americano era “ a mais acertada”.

União Europeia

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, pediu à comunidade para se manter no acordo apesar da decisão de Donald Trump. Num discurso breve, Federica repetiu o que já tinha sido avançado na tarde de Terça-feira, que a UE irá continuar no acordo nuclear com o Irão.

ONU

O secretário-geral das Nações Unidos, António Guterres, manifestou-se “profundamente preocupado” com a retirada dos Estados Unidos e o anúncio da retomada das sanções americanas contra o Irão. Através de um porta-voz, Guterres aconselhou os signatários do acordo nuclear “ao respeito total pelos compromissos”.

França

O presidente Francês, Emmanuel Macron, lamentou, através do twitter, a decisão de Donald Trump, tendo admitido que “o regime de não proliferação das armas nucleares está em risco”. O presidente francês assegurou que o seu país vai trabalhar “no sentido de haver um esforço colectivo para um acordo abrangente, que cubra a actividade nuclear, o período após 2015, a actividade balística e a estabilidade no Médio Oriente, nomeadamente, na Síria, no Iraque e no Iémen”.

Turquia

O ministro turco da Economia garantiu que o seu país vai continuar a negociar com o Irão. “ A partir de agora vamos continuar a negociar com o Irão dentro do quadro possível e não prestará contas a ninguém sobre o assunto”, disse Nihat Zeybekci.

Arábia Saudita

A Arábia Saudita manifestou o seu apoio à decisão do governo americano. “O apoio passado da Arábia Saudita ao acordo nuclear entre o Irão e os países do P5+1, baseou-se na sua firme crença, na necessidade de trabalhar em tudo o que limitaria a proliferação das armas de destruição em massa no Médio Oriente e no Mundo”, lê-se no comunicado do governo saudita. No comunicado oficial, o governo saudita disse esperar que “ a comunidade internacional adopte uma postura firme e unida em relação ao Irão e às suas acções hostis e desestabilizadoras contra a região e o seu apoio a grupos terroristas, especialmente as milícias do Hezbollah e Houthi”.

Barack Obama

Na sua reacção à decisão do seu sucessor, o ex-presidente americano, Barak Obama, na rede social Facebok e mais tarde no Twitter, considerou “um erro grave” a decisão de Donald Trump.

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