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Palavras difíceis

Tirando a parte mais séria, porque o assunto é mesmo sério, aliás, de seriedade obrigatória, não posso deixar de achar alguma graça na introdução no nosso palavreado de “novos” termos, que muita gente já vai repetindo sem saber nem o que significam, de facto, e nem fundamentar. Então, no léxico político as expresses da moda são gradualismo territorial e gradualismo funcional. É o que se tem dito. O povo que se vire se quiser entender. Na verdade, nos últimos dias, uma tentativa de explicar as autarquias foi feita pelo líder do PRS, Benedito Daniel. Qualquer coisa como “autarquias é o mesmo que o federalismo que sempre defendemos”. Fiquei de boca, ainda não a fechei e ainda não entendi. Alguém que me elucide melhor, por favor. Se for alguém de um Estado federal como a Rússia, o Brasil, os Estados Unidos da América, o México, a Suíça, a Índia, tanto melhor. Só para eu saber por que razão é que lá optaram pela redundância de terem Estados federados e ainda assim municípios, etc.. No meio destas “autarquias federativas” que afinal é o que parece que vamos ter, no entendimento do PRS, vem a exigência para que haja gradualismo, outras para que não haja, outras ainda para que o gradualismo seja territorial e aquelas que querem o gradualismo funcional. Alguém nos explique o que é o gradualismo funcional pretendido e que partes do corpo irão funcionar e que outras partes não funcionarão, pelo menos autonomamente. Somos bomabardeados por palavras difíceis e ninguém as esmiuça deve ser, ninguém quer arriscar. Se for funcional e em alguns municípios funcionar o tórax e não a cabeça, não estaremos também numa espécie de distribuição territorial daquilo que funciona?

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