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Chefe da diplomacia americana visita Coreia do Norte

Pompeo foi enviado para uma visita não anunciada – a segunda em semanas, porém a primeira como secretário de Estado – para lançar as bases de um encontro sem precedentes entre Donald Trump e Kim Jong-un. “Estamos prontos para nos reunirmos com qualquer um que se possa expressar em nome do Governo” de Pyongyang, declarou Pompeo, revelando que não tinha a certeza sobre um encontro com Kim Jong-un.

A agenda de Pompeo – incluindo com quem ele manteria contacto em Pyongyang – não estava clara. Pompeo referiu-se ao líder nortecoreano como o “presidente Un”, uma “gaff” que gerou piadas entre os presentes. “Pompeo não sabe o nome de Kim, mas domina todas as matizes conceituais e semânticas asso-ciadas à frase “desnuclearização da península da Coreia”, referiu o especialista em controlo de armas Jeffrey Lewis, no Twitter. “Nós achamos que as relações estão a crescer com a Coreia do Norte.

Vamos ver como tudo prosseguirá. Pode ser uma coisa boa para a Coreia do Norte, para a Coreia do Sul e o mundo todo”, augurou Trump num discurso televisivo. Após anos de tensão e sucessivas sanções contra os programas nucleares da Coreia do Norte, o diálogo com a península ganhou um vigoroso impulso. Na China, Kim encontrou-se, Terça-feira, com o Presidente chinês – o segundo em seis semanas – destacando os esforços dos aliados do tempo da Guerra Fria, visando o reatamento dos laços desgastados.

A China não quer ficar fora dos corredores diplomáticos que levarão ao encontro histórico entre Kim, no mês passado, e o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, assim como do esperado encontro com Trump. A visita de Pompeo ocorre numa ocasião em que decorre uma reunião tripartida entre as principais potências do Leste Asiático, em Tóquio, com o Japão, a Coreia do Sul e a China, em busca de um acordo mínimo em eventos recentes.

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