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Empresários aplaudem medida de redução de barreiras no comércio

Aprovada pelo Executivo, na última Segundafeira, 07, a medida reduz de 30 para seis os passos que serão dados no processo de exportação de bens, uma decisão que satisfaz e os empresários consideram histórica

Texto de: Borges Figueira

Na última reunião da Comissão Económica, realizada na última Segunda-feira, em Luanda, o Executivo aprovou a redução das barreiras burocráticas que impedem o processo de massificação das exportações de produtos. Os passos foram reduzidos de 30 para seis, tornando mais simples o processo de exportação. Para Agostinho Kapaia, “é uma importante medida que vai encorajar o empresariado a responder positivamente ao desafio lançado pelo Governo no processo da diversificação económica”, considera.

O responsável associativo (CEIA) acrescenta que “desta vez o Executivo apostou num importante instrumento da nossa economia, que é a exportação. A soma de documentos no processo de exportação sempre foi um grande handicap para muitos empresários”, assinalou.

Para Kapaia, esta medida vai, certamente, trazer importantes benefícios para a economia nacional, como o fácil e rápido escoamento para o exterior dos produtos produzidos localmente. Com isso,

prossegue, o país registará uma maior entrada de divisas, cuja escassez tem condicionado internamente o dia-a-dia do empresariado nos últimos anos. “Há produtos e serviços em Angola que apenas esperam pelo boom das exportações para que contribuam para o desenvolvimento da Nação.

Com um processo de exportações menos burocrático, a indústria exportativa vai empregar mais angolanos e contribuir para o aumento dos níveis de empregabilidade”, considerou. Agostinho Kapaia sublinha que se está diante de uma decisão histórica, que permitirá que o país se destaque entre os mais competitivos do continente.

No seu entender, tornando-se mais competitivo, “o país poderá aumentar o investimento estrangeiro por parte de companhias mundiais de renome”. Por seu turno, o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) também aplaude a medida, reforçando que os empresários nacionais penetrem nos mercados vizinhos, como são os casos da Zâmbia e do Congo Democrático, por possuírem um elevado número de habitantes e altas taxas de consumo. Segundo José Severino, as empresas nacionais devem reunir os requisitos necessários para poderem entrar nos mercados mais evoluídos, como o da RDC e da República da Zâmbia, que possuem mais de 100 milhões de habitantes, enquanto Angola conta apenas com 24 milhões.

“O referido diploma vai permitir uma nova dinâmica na exportação, atendendo os acordos que o sector empresarial tem estabelecido com o BNA no domínio do acesso às divisas geradas”, declarou.

Segundo José Severino, este diploma vai ainda permitir o desenvolvimento das empresas, bem como a situação económico-social do país, “porque a vida do país é a das empresas e dos cidadãos, na vertente de trabalhadores e na vertente de funcionários públicos”, considerou.

É seu empreendimento que tudo agora depende dos requisitos dos mercados mais evoluídos e menos evoluídos, e neste aspecto o país possui uma similitude com os mercados da RDC e da Zâmbia, e são duas praças que perfazem um total de 100 milhões de habitantes que, acrescidos aos 24 milhões de Angola, torna-se um mercado vasto e atraente, acrescentando que os empresários angolanos podem beneficiar de um acréscimo substancial de 25 milhões de consumidores para 125 milhões, e com a possibilidade de expandir a produção e avolumar as divisas, bem como mitigar os problemas das empresas.

“O referido diploma vai ajudar a vida económica das empresas, porque, quanto menos burocracia, maior é a eficiência económica e social do país, porque a vida do país é a vida das empresas e do cidadão. As empresas produzem riqueza e são empregadoras, contribuintes fiscais e fazem o desenvolvimento sócio-económico do país”, concluiu.

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