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Ministro defende programa específico de combate à criminalidade

Um programa específico de combate ao crime, particularmente na capital do país, que tem conhecido um crescimento explosivo, deve ser criado pela Polícia Nacional, segundo recomendou ontem, em Luanda, o ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares

Texto de: Iracelma Kaliengue

Na sua intervenção na abertura do Conselho Consultivo da Polícia Nacional, o governante exigiu um trabalho mais profundo na prevenção e para a criação de condições para respostas mais enérgicas aos casos de crimes de elevado pendor violento.

Ângelo Tavares, que incidiu o seu discurso nas questões e condições de trabalho, frisou a necessidade de melhorar e modernizar a gestão dos recursos humanos, para que se possa agir com mais sentido de justiça em relação à mobilidade dos quadros. Para si, essas medidas vão garantir uma justa avaliação e, consequentemente, uma promoção adequada, ao mesmo tempo que mais motivação no desempenho dos efectivos.

O ministro ressaltou que foram por si baixadas orientações, há dois meses, no acto de celebração do aniversário da Polícia Nacional, que devem ser cumpridas, em relação às quais exigiu a apresentação de resultados a seu tempo. Dessas orientações, Ângelo da Veiga Tavares salientou a necessidade de uma intervenção permanente entre o comandante-geral da Polícia Nacional e os seus colaboradores mais directos. Lembrou aos presentes que a responsabilidade individual e o respeito pelo nível hierárquico no princípio de direcção não deve representar obstáculo no seio da corporação para o exercício de uma direcção colectiva.

“A direcção colectiva é um princípio fundamental em instituições que se queiram fortes, unidas e respeitadas e a sua não observância conduz muitas vezes ao fracasso”, alertou. Considerou, entretanto, imperiosa a materialização do Regulamento do Conselho Superior de Quadros nos distintos serviços executivos centrais para prevenir, entre outras situações, os casos mais relevantes que se prendem com nomeações, exonerações e mobilidade dos quadros séniores.

Acentuou a necessidade de aumentar os níveis de disciplina, rigor e controlo, para garantir uma Polícia de proximidade, mais actuante e capaz. Comandante-geral promete novas formas de combate à criminalidade e resposta aos marginais Por seu turno, o comandantegeral da Polícia Nacional, Alfredo Mingas “Panda”, declarou, no final do encontro, que os dilemas que a corporação enfrenta são problemas conjunturais e reflexo da conjuntura social.

O oficial superior disse que as orientações baixadas pelo ministro estão a ser postas em prática, tendo recordado que, tal como os outros sectores, a Polícia Nacional também enfrenta dificuldades.

Assinalou que a Polícia enfrenta preocupações relacionadas com as condições sociais e de trabalho, mas que as mesmas não se reflectem nos problemas da Polícia, “porque é função destes garantirem a segurança da população e dos bens”, Referiu ainda que no âmbito das suas obrigações, na Polícia Nacional estão a ser desenvolvidos trabalhos de combate à criminalidade.

“Ainda que existam factos que inquietem a sociedade, a Polícia continua a trabalhar para garantir a segurança da população”, enfatizou. Asseverou que os marginais que tiram o sossego às populações em breve terão uma resposta adequada sobre as suas acções.

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