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BE torna-se o segundo banco angolano a beneficiar do rating B3 da Moody’s

O BE , participado em 39,7% pela Sonangol, acaba de receber o rating B3 da Moody’s para depósitos em moeda nacional, tornando-se o segundo banco comercial em Angola a obter uma classificação pública de rating depois do Banco Angolano de Investimento (BAI ).

Tal como aquela instituição financeira revelou, a notação atribuída pela Moody’s confirma a adequação da sua estratégia de posicionamento para ultrapassar os desafios do contexto macroeconómico actua e reflecte a sua importância no sistema financeiro angolano. À imprensa, Sanjay Bhasin, presidente da Comissão Executiva do Banco Económico (BE), disse que o referido rating resulta do esforço da sua instituição para a melhoria contínua da sua operação bancária e da sua capacidade de prestação de contas.

“A atribuição do rating B3 da Moody’s para depósitos em moeda nacional ao Banco Económico confirma a solidez das principais áreas estratégicas de actuação do banco, sobretudo em matérias de modelo de governação, gestão de risco e capacidade de controlo interno, no actual desafiante contexto económico de Angola”, sublinhou. Para o PCA do BE, esta avaliação permitiu identificar recomendações visando melhorias e a consolidação dos desafios da gestão financeira do banco, para atingir níveis mais elevados de notação financeira.

No seu relatório, a Moody’s elogiou a política de gestão e de controlo de risco do banco, bem como a política de governance implementada para ajudar a estabilizar os riscos de mercado e permitir uma evolução positiva do rating para o futuro. Na sua avaliação ao BE, a Moody’s refere ainda outros aspectos positivos, como a estrutura de financiamento do banco fortemente assente numa base estável de depósitos, bem como em métricas robustas quanto à liquidez, tanto em moeda local, quanto em divisas. Actualmente com 61 balcões em 17 províncias do país, bem como um Centro Private e três Centros Umoxi em operação na capital, o BE já figura na lista dos principais compradores de divisas junto do BNA. HC

O banco que sucedeu o BESA

O Banco Económico, anteriormente Banco Espírito Santo Angola (BESA), renomeado em 2015 após a falência da “casa mãe” em Portugal, o Banco Espírito Santo (BES), é um banco angolano sediado em Luanda. Anteriormente, o BESA era afiliado ao extinto BES, hoje Novo Banco, sendo, portanto, uma empresa subsidiária do Espírito Santo Financial Group (ESFG). Em 2014 foi anunciado que o Estado angolano assumiria o controlo do BESA, injectando cerca de USD 3 mil milhões de capital novo no banco angolano. Assim, o Banco Espírito Santo (BES) perderia o controlo, recebendo, no entanto, a garantia de que o empréstimo em montantes equivalentes, feito pelo BES ao BESA, seria pago. No final de 2014, os maiores accionistas eram a petrolífera Sonangol, com 35%, (hoje com 39,7%) o Novo Banco, com uma participação de 9,9%; a empresa angolana Portmill, com 24%, e o grupo Geni, com 18,99% do capital, da Lektron Capital, uma sociedade de capital chinês com 30,98%. A 30 de Outubro 2014 foi declarado pelo Banco Nacional de Angola que o BESA adoptaria a denominação de Banco Económico SA.

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