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Editorial: A dívida

Quando se fala de dívida, relacionando -a ao Orçamento Geral do Estado, às finanças públicas, é coisa que a prazo se poderá resolver, com as devidas correcções no percurso económico. Ou seja, se se aumentar a produção e se conquistar mercados, oferecendo qualidade e inovação. Há outra dívida, porém, cuja amortização, embora dependente do desempenho económico, podendo-se por esta via compensar, não será “resolvida” nunca. Os seus credores estão em todo o país, vivos, mas nem sempre com a dignidade ao nível do seu legado. Os antigos combatentes e veteranos da Pátria cobram-nos todos os dias um pouco de comiseração, de reconhecimento e até de vergonha. Devemos-lhes a liberdade de fazermos da nossa vida como país livre e soberano boas ou más coisas. Este “livre arbítrio” não teremos como pagar, nunca. Mas ao menos lembremo- nos sempre.

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