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Economia angolana desacelera -2,58% em 2016

Apesar de registar um crescimento económico considerável nos períodos de 2013 a 2015, a economia angolana recuou para -2,58%, em 2016. Segundo o Relatório de contas anuais de 2009-2016, divulgados na última Sexta-feira, em Luanda, pelo instituto Nacional de estatística (INE).

Texto de: Brenda Sambo

A apresentação do documento resulta das principais actividades desenvolvidas pelo Departamento de Contas Nacionais e Coordenação de Estatística (DCNCE) do INE, depois da suspensão das publicações, em Fevereiro de 2017. De acordo com o relatório, de 2013 a 2015, a economia angolana registou um crescimento de 4,5%, 4,8% e 0,94% (por cento), respectivamente.

O chefe de direcção das contas nacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), José Calengi, disse, durante a apresentação do documento, que no período de 2003/2016 registou-se um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 8,54%, com pico em 2012.

Segundo o responsável, que falava durante a apresentação do Relatório das Contas Nacionais anuais e trimestrais”, os sectores que mais contribuíram foram a extracção e refinação de petróleo bruto e gás natural com 21,20%, o comércio com 16, 65% a construção com cerca de 13,98%, seguindo-se a administração pública, defesa e segurança social com 10,77, respectivamente.

Quanto ao indicador macro-económico, avançou que, o relatório de Contas Anuais 2009/2016 concluiu que, no período em referência, o peso das remunerações no PIB teve tendências decrescentes, com maior percentagem em 2009, com 28,71%. José Calengi avançou que até 2011, o peso da poupança bruta no PIB registou tendência crescente com maior percentagem (37,9%), diminuindo a sua participação a partir de 2012.

Já no período em análise, o país registou uma capacidade de financiamento com tendência crescente entre 2010 e 2012, decrescendo em 2013 e 2014, para 5,86% e 2,31, respectivamente, havendo necessidade de financiamento em 2015 e em 2016. Por outro lado, esclareceu que a taxa de investimento, em relação ao PIB, observou uma diminuição, de 2009 a 2013, seguido de um ligeiro aumento em 2014 (27,48%) e 2015 (28,21%), voltando a diminuir em 2016, em 26,21%. Sublinhou que, de acordo com os indicadores macro-económicos, a taxa de investimento registou o pico mais alto em 2009, tendo -se fixado em 42,79%, de acordo com os indicadores macro-económicos.

A variação real do PIB, em 2016, foi de -2,58% e o PIB per capita decresceu de -2,01%, em 2015, para -5,49 em 2016. Por outro lado, acrescentou que o INE vai continuar a apresentar as Contas Anuais e Trimestrais, por isso, pediu a maior colaboração das empresas, quer públicas, quer privadas, no sentido de fornecerem as informações para facilitar o trabalho dos técnicos.

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