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Saída do acordo nuclear iraniano ‘custará caro’ aos EUA, adverte ex-chefe da CIA

A saída dos EUA do acordo nuclear iraniano levará a um confronto com a Europa, afirmou o ex-director da CIA, Michael Hayden, em entrevista ao jornal Spiegel. Na Terça-feira (8), Trump anunciou a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irão, acusando Teerão de violar os termos do acordo

O líder norte-americano ordenou imediatamente a reintrodução das sanções contra o país que abrangerão sectores de importância crítica da economia iraniana, incluindo energia e finanças. Os restantes signatários do acordo (Rússia, China, Reino Unido, França a Alemanha) expressaramse contra a decisão norte-americana.

Os parceiros europeus dos EUA afirmaram que continuarão leais aos termos do acordo. “O confronto principal teremos não com o Irão, mas com os nossos amigos da Europa. Os europeus têm o direito legítimo de levantar questões, tais como: ‘A nossa opinião é importante? Será que os americanos levam a nossa visão em consideração?’ Nós deixaremos os nossos melhores amigos furiosos, e então ocorrerá o colapso das relações transatlânticas”, afirmou Hayden.

“O Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs a sua vontade ao Reino Unido, à França e à Alemanha, e agora vai celebrar essa ‘vitória’ […] Esta ‘vitória’ efêmera custará muito caro”, advertiu o ex-diretor da CIA. O JCPOA, assinado em 2015 entre o Irão e o Grupo 5+1 (EUA, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha) e considerado histórico, limitou o programa nuclear de Teerão em troca do cancelamento das sanções internacionais contra o país.

Desde a sua campanha presidencial, o actual Presidente dos EUA vem criticando o JCPOA, qualificando- o como o pior acordo da história dos EUA, e ameaçou abandonar o JCPOA se ele não fosse “corrigido”.

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