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trezentos casos de violência contra criança foram registados este ano

Apesar do número assustador, o Instituto Nacional da Criança (INAC) considera que houve uma redução de casos, em comparação com os anos anteriores

Texto de: Domingos Bento

De Janeiro a Maio do corrente ano, o Instituto Nacional da Criança (INAC) registou cerca de 300 denúncias de violência contra a criança, em todo o país, deu a conhecer, ontem, o diretor-adjunto daquele organismo público, Paulo Kalessey.

De acordo com o responsável, que falava durante o seminário sobre validação dos fluxos e parâmetros para atendimento de crianças vítimas de violência, realizado em Luanda, apesar de ainda existirem taxas preocupantes de violência contra menores, a situação tem vindo a melhorar, com uma redução significativa no número de casos. Tal como apontou, durante o mesmo período do ano passado o número de violência contra crianças havia chegado aos 500 casos.

No entanto, apesar da redução dos casos, Paulo Kalessy considera a situação como sendo preocupante, mas não alarmante. Diante do quadro, o responsável assegurou que, enquanto os casos não descem para zero, a sua instituição vai continuar a trabalhar com os diversos actores sociais, desde a família, ONG, organismos públicos e privados .

O objectivo é garantir que o país tenha a graça de um dia registar zero casos de agressão contra menores. Para o director, a componente “denúncia” deve ser uma das grandes apostas a se ter em conta em todo este processo.

Conforme explicou, a redução dos casos de violência deve-se ao facto de as pessoas, hoje em dia, terem maior interesse em denúnciar todo e qualquer caso de agressão que envolva crianças, que devem merecer a protecção de todas as forças vivas da sociedade. “Só poderemos estar descansados quando já não tivermos mais nenhum caso de violência contra as crianças.

Enquanto isso, vamos continuar a trabalhar e a contar com as denúncias de todos”, assegurou. Também presente no referido seminário sobre validação dos fluxos e parâmetros para atendimento de crianças vítimas de violência, a representante adjunta do UNICEF, Patrícia Portela, fez saber que a sua organização vai continuar a prestar apoio em prol da defesa das crianças e adolescentes vítimas de violência.

Vão apostar e pôr à disposição do Estado angolano mecanismos de apoio, visando a criação de serviços estruturados e equipados para responder às diferentes situações de violência.

Salvar a criança

O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato, à quem coube a responsabilidade de abrir o seminário, defendeu a necessidade de se dar liberdade às crianças, distanciando-as de todas as formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

De acordo com o governante, toda a sociedade tem a responsabilidade de assegurar o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação da criança, de forma a garantir um futuro melhor à nova geração. Sobre o seminário, Jesus Maiato frisou ser a continuidade do anterior, realizado em Novembro passado, em que se discutiram acções intersectoriais para garantir a protecção integral da criança em Angola.

A iniciativa está em harmonia com os 11 compromissos assumidos pelo Executivo, o Sistema das Nações Unidas e parceiros sociais e observa a estrutura das políticas públicas e serviços existentes.

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