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Parque Nacional do Iona vigiado apenas por 20 fiscais

Para uma melhor administração e controlo do Parque Nacional do Iona, que tem 1 milhão e 515 mil hectares, seriam necessários cerca de 100 fiscais. Neste momento conta apenas com 20 fiscais, um número insuficiente, segundo a ministra do Ambiente

Texto de: Stela Catumbela

O Plano de Gestão Integrado do Parque Nacional do Iona e estratégico das áreas de conservação de Angola mostrou que o referido parque conseguiu apenas um total de vinte indivíduos, provenientes das comunidades nos arredores do Iona, incluído ex-militares, para a reabilitação e construção de infra-estruturas administrativas, bem como a fiscalização do espaço.

De acordo com a ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, as acções desenvolvidas durante a implementação do projecto permitiram alcançar resultados positivos, pois foi possível adquirir sete viaturas, entre as quais, um camião de cinco toneladas, e seis carrinhas; seis motorizadas, materiais e equipamentos pessoais para os 20 fiscais; construção de quatro infra-estruturas básicas de apoio ao ecoturismo comunitário e a capacitação de membros das comunidades em matéria de ecoturismo.

Apesar do número insuficiente de fiscais, que se pretende aumen-tar, uma vez que o Parque Nacional do Iona precisa de pelo menos 100, a implementação do projecto e alcance dos resultados preconizados foi possível com a intervenção e apoio dos parceiros do Ministério do Ambiente, designadamente a União Europeia, o PNUD, a GEF e o FAO.

A ministra do Ambiente falava no acto de encerramento do “Projecto Nacional da Biodiversidade: Conservação do Parque Nacional do Iona”, um projecto de iniciativa do Governo angolano com o objectivo de criar boas condições nas reservas nacionais e que será replicado nas demais áreas de conservação.

O Parque Nacional do Iona faz parte da Rede Nacional de Áreas de Conservação que comporta 9 parques, sendo um regional, duas reservas naturais integrais e igual número de reservas parciais, compreendendo 12,6% do território angolano.

Devido ao período de instabilidade no país, algumas áreas de conservação haviam sido abandonadas e outras careciam de financiamento, equipamentos e pessoal adequado para sua gestão.

Paula Francisco Coelho afirmou que a recuperação da rede existente de áreas de conservação e a criação de novas áreas são consideradas intervenções importantes e necessárias do sector que dirige, para a conservação efectiva da biodiversidade angolana.

O projecto “Iona” ´é a primeira fase da Rede Nacional de Áreas de Conservação que visa reabilitar, fortalecer e expandir este sistema de áreas de conservação. Para esta fase, o projecto centrou-se nos resultados e actividades ao longo de um período de quatro anos, quer a nível local, quer nacional.

Segundo o director do PNUD em Angola, Henrik Fredborg Larsen, as lições aprendidas na implementação do referido projecto serão usadas para outros projectos relacionados com o sistema de áreas de conservação, como o projecto financiado pelo GEF-5.

O projecto financiado pelo GEF- 5 é de expansão e fortalecimento do sistema de áreas protegidas de Angola. Para além deste, há os projectos em desenvolvimento financiados pelo GEF-6, de criação de áreas marinhas protegidas e combate ao tráfico ilegal de vida selvagem e conflito homem-animal.

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