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OMS convoca Comité de Emergência para analisar evolução do Ébola da RD Congo

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS)  alerta para o risco elevado do Ébola no Congo e prepara-se para o pior cenário..

Hoje, deverá reunir-se por tele-conferência para analisar a evolução da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC). Uma vez concluídas as discussões, os especialistas apresentarão um relatório ao director-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no qual podem recomendar a manutenção das medidas de vigilância e controlo ou que seja declarada uma “emergência de saúde” internacional, disse à agência Efe um porta-voz da organização.

O Diretor-Geral da OMS divulgará posteriormente os resultados das deliberações e decisões científicas tomadas, numa conferência de imprensa durante a tarde em Genebra.

Tedros deveria ter comparecido na Quinta-feira perante os jornalistas para anunciar as prioridades da 71.ª Assembleia Anual da OMS, que acontecerá na próxima semana, em Genebra, com a presença de ministros e outras autoridades de saúde dos 194 estados membros.

No entanto, devido à perturbadora evolução do Ébola na República Democrática do Congo, Tedros dedicará a sua conferência de imprensa a esta situação e às suas implicações internacionais, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib.

Na semana passada, a OMS considerou “elevado” o risco de propagação da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e disse que estava a preparar-se para o “pior dos cenários”.

“Estamos muito preocupados e estamos a preparar-nos para todos os cenários, incluindo o pior”, declarou na altura o director do programa de gestão de situações de emergência da OMS, Peter Salama, durante uma conferência de imprensa, em Genebra.

O responsável, citado pela France Presse, precisou que a agência especializada das Nações Unidas contabilizou 32 casos, entre os quais 18 mortes, entre 04 de Abril e 09 de Maio.

A última epidemia de Ébola de impacto internacional ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016, causando mais de 11.000 mortes na Guiné, Serra Leoa e Libéria, países cujas economias e estruturas sociais sofreram gravemente com a situação.

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