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“Processos judiciais do FSDEA aceleram destruição da carteira de Investimentos do povo angolano”

O grupo Quantum Global apresentou, ontem, uma actualização sobre a “destruição do valor da carteira de investimentos” gerenciada em representação do Fundo Soberano.

Num comunicado enviado a OPAÍS, ontem, a Quantum Global refere que “ao continuar a recorrer aos processos judiciais equivocados nas Maurícias e no Reino Unido, o FSDEA está a destruir o valor dos seus próprios investimentos”. Segundo a Quantum Global, o dinheiro investido em mais de uma dúzia de empresas em Angola e na África Subsahariana, criou centenas de empregos e gerou riqueza para as comunidades em todo o continente. “Este valor está a ser progressivamente destruído devido a uma estratégia jurídica agressiva do FSDEA e a contínua recusa em negociar de modo a produzir- se uma solução para aquilo que é essencialmente uma disputa contratual”, sublinhou.

A Quantum Global refere que as empresas do portfólio não podem pagar salários, manter operações, cumprir obrigações contratuais destinadas a financiar a construção de novos edifícios, pagar impostos ou contas legais. Aponta como resultados concretos da destruição o facto de existir uma equipa de gestão no terreno que levará à retomada imediata da extracção ilegal e em grande escala de madeira nas concessões florestais da “Estrela da Floresta”. “Ao entrar na Estação Seca, devido à ausência dos trabalhadores angolanos para a gestão dos campos, as novas plantações anteriormente desenvolvidas já começaram a arder. Sem uma equipa de gestão, as fazendas Faz angola não podem garantir que a colheita será feita durante este momento crítico da estação. Os trabalhadores angolanos da empresa Fazangola não serão pagos, privando-os de sustento e capacidade de sustentar as suas famílias”, refere o comunicado.

“O contratante principal na remodelação do Hotel Lusaka Intercontinental suspendeu o projecto de remodelação, expondo o fundo do Hotel a responsabilidades legais significativas. Várias pequenas empresas angolanas que prestam serviços ao conjunto de empresas da carteira de investimentos do FSDEA não foram pagas”, acrescentou. Para a Quantum Global, em última análise, os angolanos são os mais prejudicados, pelo facto de serem os beneficiários da carteira de investimentos e os que sentem os benefícios destes investimentos, através da criação de emprego local, que está a ser afectado pela abordagem jurídica do FSDEA. A Quantum Global continuará a proteger a sua reputação contra os ataques injustificados, através de procedimentos legais, nas Ilhas Maurícias e no Reino Unido, e, simultaneamente, o grupo espera resolver essa disputa contratual de maneira profissional.

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