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Sabelo Mlangeni expõe “Mulheres Invisíveis” no Memorial Dr. António Agostinho Neto

Trinta e dois retratos compõem a exposição do fotógrafo sul-africano Sabelo Mlangeni, com o título “Mulheres Invisíveis 2006” (Invisible Women 2006), a ser inaugurada hoje às 18 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto

A mostra inserida na 3ª Edição da plataforma de fotografia panafricana, tem a curadoria de Dominick Tanne e ficará patente ao público até 30 deste mês, na Galeria do MAAN, numa colaboração com a Produtora AM-ARTE.

Segundo o curador, há 7 anos que a Vidreira de Angola vem apoiando a fotografia experimental no país de forma discreta, mas sólida, posicionando-se assim como um modelo Já o autor da exposição, Sabelo Mlangeni, realça que a obra parte da visão da África do Sul para o futuro, é a igualdade de género, guiada por uma visão de direitos humanos que incorpora a aceitação de direitos iguais e inalienáveis entre todas as mulheres e homens, varrendo uma história em que a dignidade dos indivíduos era predicada não apenas por linhas, mas também dentro de vários grupos raciais, por género.

Segundo Sabelo Mlangeni, o facto levou à criação de fronteiras distintas onde as mulheres dificilmente liderariam a tomada de decisões e ficariam confinadas às áreas rurais, subservientes e subjugadas. “A pobreza é, há muito tempo, um grande problema para as mulheres na África do Sul: sob as leis do apartheid elas foram “banidas” para áreas rurais, onde a infra-estrutura básica era quase inexistente”, disse.

O autor Sabelo Mlangeni nasceu em 1980 em Driefontein perto de Wakkerstroom em Mpumalanga, África do Sul. Em 2001, mudou-se para Joanesburgo, onde se juntou ao “Workshop de Fotografia de Mercado”, graduando-se em 2004. Ganhou o “Prémio Tollman de Artes Visuais” em 2009.

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