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Cidadão morto a catanada por se recusar a pagar multa de adultério

Um cidadão de 40 anos de idade foi morto, na tarde desta Quinta-feira, no município da Chibia, cidade do Lubango, província da Huíla, por se ter recusado a pagar uma multa por adultério, chamada ‘Ukoi’

POR: João Katombela, na Huíla

O homem, de 40 anos de idade, foi surpreendido na sua própria casa pelo agressor, que cobrava o Ukoi (multa por ter cometido adultério). A vítima recusou-se a pagar a respectiva multa, tendo esta posição provocado desentendimento entre as partes. Segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial da Polícia Nacional da Huíla, superintendente Carlos Alberto, o crime foi praticado com recurso a um instrumento corto-perfurante (catana).

“Tomamos conhecimento da ocorrência de um crime de homicídio voluntário, no município da Chibia. O autor deste crime encontra-se em fuga, porém, a Polícia Nacional está a trabalhar no sentido de o localizar para, a posteriori, ser apresentado ao Ministério Público”, confirmou. Já na manhã de ontem (Sexta-feira), um jovem de 23 anos de idade, identificado por Joaquim Ndelessi Ndovala, foi encontrado morto num riacho do Bairro Calumbiro, arredores da cidade do Lubango. Segundo depoimentos da prima da vítima, a família apercebeu- se do seu desaparecimento pelas 19 horas de Quinta-feira, altura em que a prima, Rita João, preparava o jantar.

O corpo do jovem foi encontrado nas primeiras horas de Sexta-feira pela avó, quando regressava da igreja. Feliciana Tchilombo disse que ficou surpreendida quando ouviu que o corpo que se encontrava no riacho era de seu neto. Entretanto, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa afirmou que, de acordo com os sinais que o corpo apresenta, presume-se tratar-se de um homicídio. Por outro, Carlos Alberto revelou que o jovem tinha passagem pela Polícia, o que leva a presumir um ajuste de contas entre grupos rivais daquele bairro.

A vítima, de acordo com Carlos Alberto, era conhecida pelas forças policiais, pelo facto de ter sido em muitas vezes identificado como autor de crimes diversos na cidade do Lubango. “São daqueles indivíduos que normalmente têm a sua frequência registada pela Polícia Nacional, no cometimento de alguns crimes, embora sejam crimes pequenos, mas que têm estado a incomodar bastante os cidadãos nalguns bairros periféricos da cidade do Lubango”, esclareceu. Apesar disso, acrescentou o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, a Polícia Nacional, está a trabalhar no sentido de se esclarecer o caso.

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