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Tiros voltam às escolas americanas

Connecticut, Colorado, Florida, Virgínia… desta vez foi no Texas, cidade de Santa Fé.

À hora do fecho desta edição, o número de vítimas mortais estava em 10. Nove estudantes e um professor. A morte destas pessoas, todas ligadas à escola de ensino médio de Santa Fé, às mãos de um estudante armado, aconteceu justamente na véspera da cerimónia de graduação dos finalistas. Dimitri Pagourtzis, suspeito de ter feito os disparos entregou-se voluntariamente à Polícia. Pagourtzis é igualmente suspeito de ter colocado explosivos improvisados em vários pontos da escola.

Pagourtzis chegou à escola trajando um casaco debaixo do qual levava escondidas as duas armas que usou para conduzir o massacre. Apesar das elevadas temperaturas que já se registam no Texas, ninguém questionou o facto de ele aparecer vestido com um casaco de inverno. O suspeito usou duas armas, legalmente adquiridas pelo seu pai. De acordo com as autoridades, Pagourtzis fez menção ao ataque várias vezes, tendo numa ocasião dito que depois de executar vários estudantes, se suicidaria. A acção de agentes da polícia e de guardas da escola impediu-o de fazer mais vítimas.

Para construção deste tipo de artefactos o suspeito usou entre outros, panelas de pressão, equipamento usado por um terrorista num atentado a 15 de Abril de 2015, enquanto decorria a maratona de Boston. A polícia deverá ouvir também dois estudantes sobre quem vai a suspeita de terem ajudado Dimitrios Pagourtzis. O incidente desta Sexta-feira promete relançar o debate sobre o acesso e uso de armas de fogo nos Estados Unidos. Irão à escola questões como levantamentos criminais a que devem ser sujeitos todos que queiram adquirir armas, assim como o acesso a armas de fogo, por doentes mentais, questão recorrente em muitos casos do género.

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