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Antigos combatentes da FNLA querem melhor acesso de descendentes ao ensino

Quarenta e tres nos após a Independência Nacional, estes continuam a reclamar pelos direitos de que alegam não beneficiarem, ao contrário dos seus “companheiros” pertencentes ao partido no poder

Texto de: Neusa Filipe

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes da FNLA, Lino Ucaca, deplorou ontem, em Luanda, os critérios de acesso à formação técnico-pro
fissional na área das pescas e da agricultura aos descendentes dos seus filiados lhes são desfavoráveis.

Falando num encontro de auscultação com os antigos combatentes e seus filhos, o responsável denunciou ainda que o programa estabelecido pelo Executivo com os ministérios da Educação e do Ensino Superior, também não satisfaz os interesses destes, alegando que os critérios de selecção são incompatíveis.

Nesse sentido, o responsável apelou aos dois sectores para estabelecerem uma “quota” para o ingresso dos filhos destes antigos combatentes no sistema de ensino sem constrangimentos.

Lino Ucaca pediu, por outro lado, às delegações provinciais no sentido de actualizarem as estatísticas dos filhos dos antigos combatentes para beneficiarem de uma acção formativa em língua inglesa no exterior do país, a ser oferecida pelo Ministério de tutela.

“Queremos ter o controlo do número de estudantes/filhos dos antigos combatentes que anualmente não inseridos no sistema de ensino”, apelou. Entretanto, acautelou que esta formação será também sujeita a uma selecção dos eventuais beneficiários, através de testes a serem feitos pela entidade patrocinadora

 

Indigência

Lino Ucaca lamentou, por outro lado, a falta de apoio aos antigos combatentes, alegando que aqueles que lutaram para a obtenção da Independência Nacional, pouco, ou quase nada, beneficiam junto do Executivo.

“Há 43 anos que Angola está Independente, os antigos combatentes da FNLA, com excepção de alguns tractores agrícolas que receberam em 2013, nunca chegaram ao ponto de beneficiar de mais nada”, afirmou.

Numa recente entrevista concedida a este jornal, Lino Ucaca havia deplorado a situação por que passam os antigos combatentes da FNLA, caracterizada pela falta de subsídios à habitação, desemprego, assistência médica e outros benefícios.

Disse que, desde sempre, a sua instituição viveu de promessas, salientando que os antigos combatentes pertencentes ao partido no poder são os mais privilegiados, em detrimento dos do seu.

Intervenção

Para reverter este quadro, pediu a intervenção do Presidente da República e Comandanteem-Chefe das Forças Armadas Angolanas(FAA), João Lourenço, para que intervenha a favor do clamor destes “heróis anónimos” que iniciaram a luta armada contra o colonialismo português no Norte de Angola.

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