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Carta do leitor: Futuro sem esperanças

Director do jornal O PAíS, obrigado pela oportunidade que me concede neste espaço. Sou cidadão angolano nascido na província de Benguela, vivo no Distrito urbano da Samba, província de Luanda.

POR: António malamba

Aproveito este espaço para demonstrar a minha preocupação quanto ao futuro das selecções nacionais de futebol. Meu caro, ontem, não fiquei surpreendido com a humilhação da selecção sub-20 treinada por Silvestre Pelé, após consentir uma pesada de derrota de 1-4 no Estádio Municipal dos Coqueiros, na antiga baixa de Luanda, em jogo de resposta da penúltima eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN), com palco no Níger em 2019. Mesmo com a vantagem trazida da primeira mão, os jovens angolanos mostraram que não têm ritmo competitivo, tudo porque a competição nacional no país é muito fraca, ou seja, um mês que a Federação Angolana de Futebol (FAF) junto às equipas jovens para organizar o Nacional não significa nada. Neste sentido, acho urgente a quem de direito traçar políticas para que o futebol jovem seja mais competitivo e com qualidade de modo a termos futuras selecções com níveis competitivos acima da média. Na verdade, a direcção da FAF julga que qualquer treinador pode assumir o comando técnico da selecção. Desculpa a frontalidade, mas o Silvestre Pelé não tem perfil para liderar uma selecção nacional. Pelo que sei, o que melhor Pelé fez na sua vida como treinador é conseguir a permanença da Académica do Lobito no Girabola Zap. Olha! Senhor director, em Angola há bons treinadores que trabalham na formação como André Nzuzi, Languinha Simão só para citar alguns.

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