loader

Editorial: Santos da casa

Em África, e também em Angola, imenso dinheiro jorra para pagar banha da cobra e todo o tipo de vigarice, desde que o apresentador seja um estrangeiro. Ocidental, de preferência. Exemplos não faltam. Entretanto, estudos ou ideias válidas de africanos, ou de angolanos, no nosso caso, são desqualificados mesmo antes de se iniciar a explicação. Ou porque alguns decisores incompetentes medem tudo pelo seu umbigo, ou porque não acreditam que africano seja capaz de pensar, ou porque, também acontece, a aplicação de boas soluções para problemas sociais pode prejudicar certos ganhos pessoais. O caso do estudo sobre a malária da Dra. Elisa Gaspar é só um exemplo do voluntarismo com que se mata o pensamento angolano. Não precisamos de falar sobre a anemia falciforme e outros. Cada cientista africano que arranje o seu promotor ocidental para apresentar as suas ideias.

Últimas Notícias