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Mampuya celebra 12 anos de carreira com exposição em homenagem ao continente ‘berço’

A mostra, que estará composta por mais de 50 quadros de pintura do artista e obras emprestadas (de seus colegas), visa, também, homenagear o continente africano

Texto de: Antónia Gonçalo

O artista plástico Guilherme Mampuya celebra 12 anos de carreira com a exposição denominada “África Forever – Mares, Florestas e Retrospectiva”, que será inaugurada a 24 do corrente, às 18 horas e 30 minutos no Museu de História Natural, em Luanda.

A mostra, que fica patente até ao dia 24 de Junho, é composta por mais de 50 quadros de pintura do artista e obras emprestadas (de seus colegas) e servirá ainda para homenagear o continente africano. Segundo o artista, os seus 12 anos de trabalhos foram marcados com mais de 20 exposições individuais e colectivas, no país e no estrangeiro, com destaque para Portugal Bélgica e Brasil.

“Foram 12 anos de choros e alegrias. No começo não foi fácil, tive de enfrentar muitas batalhas, mas foi em 2008 que conquistei o Prémio de Pintura no concurso Ensa- Arte. Foi a partir daí, que passei a ser mais conhecido pela sociedade e a ter mais expressão no exterior”, apontou.

O artista plástico avançou que os 12 anos de trabalho e de vida artística serão efectivamente assinalados em Novembro, mas fez saber que a presente mostra marca o início das comemorações, que deverão prosseguir, podendo culminar com a realização de uma nova ex-posição no referido mês.

Homenagem ao continente Quanto à homenagem ao continente africano, Guilherme Mampuya realçou que pretende prestar tributo aos mares e florestas, pelo facto de serem as maiores riquezas do continente berço da humanidade.

O artista disse ainda que, com a exposição, pretende chamar a atenção da população sobre a exploração inapropriada dos recursos naturais, assim como a sua própria protecção.

“Há um problema actual, relacionado com a pesca de forma ilegal, feita por piratas, bem como a má exploração florestal. É preciso que se faça uma abordagem ecológica, para racionalizarmos sobre os nossos recursos.

A globalização tem trazido outros paradigmas, impondo uma refl exão de racionalizar o consumo”, assinalou.

O artista plástico avançou que nesta exposição serão apresentados três pedaços de madeira em toro, de modo a mostrar a sua utilidade e importância. Guilherme Mampuya referiu que “veremos ainda uma obra com desenhos de animais marinhos, de modo a ilustrar que as espécies existem e devem de ser preservadas”, apontou.

Projectos Em 2016, Mampuya inaugurou o Atelier Guilherme Mampuya, no distrito urbano do Zango, município de Viana, obra arquitectónica construída de raiz por si. Um dos objectivos deste espaço consiste no lançamento e apoio de jovens talentos ao mundo das artes plásticas.

Mampuya avançou que no ano passado foram lançados no mercado quatro novos talentos. Tratase de Denise Luís, Nehemias Kiala e os irmãos José e David Ndombele. “Esses novos talentos foram apresentados à sociedade e poderão prosseguir com os seus trabalhos. Podemos partilhar ideias durante muito tempo e acredito que estamos no bom caminho”, enfatizou.

O artista disse ainda que o atelier apoiou os artistas Isaac Pinto de Almeida, Sombra Andgraf, Serafi m Serlon, Uólofe, Jean Di Mampuya, Osvaldo Ferreira, Landrick Lusinga e Tadece a afi rmarem-se no mercado.

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