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PGR acusa detidos pela morte de guarda da UEA

A Procuradoria Geral da República (PGR) acusa três detidos no crime de homicídio voluntário por espancamento

Os cidadãos Pedro Ferreira Contreiras, de 42 anos, Gil Isaac, de 53 anos, e Neto Kabingano, de 20 anos, são acusados como autores da morte de Zacarias Mussambo, guarda da União dos Escritores Angolanos (UEA), ocorrida no dia 13 de Abril. Segundo apurou OPAÍS, os resultados da autópsia feita por especialista do Hospital Josina Machel apontam como causas agressão física e traumatismo craniano com objecto contundente, pelo que foi instaurado um processo-crime que corre os seus trâmites legais no Serviço Provincial de Investigação Criminal (SPIC) de Luanda.

A vítima, ainda em vida, foi detida pelas autoridades policiais no seu local de serviço e encaminhada às celas da 19ª Esquadra do Distrito da Maianga, onde encontrou os indiciados também na mesma condição. Dados preliminares apontam que o malogrado recusou cumprir uma ordem de Pedro Ferreira Contreiras, segundo a qual, ele deveria efectuar trabalhos no interior da cela.

Ante a sua resistência, os indiciados terão partido para a agressão física. Minutos depois, segundo fontes deste jornal, os presumíveis agressores solicitaram ao graduado de serviço para prestar socorro à vítima, tendo esta sucumbido no hospital Josina Machel. Os familiares do guarda dizem que, no momento em que foram tratar do cadáver, na morgue, o mesmo estava desfeito.

O corpo apresentava costelas fracturadas, um braço e uma pena partidos e marcas visíveis de algemas nos pulsos. Zacarias foi detido no dia 11 por uma equipa de efectivos encabeçada pelo comandante da esquadra do Cassequel, Francisco Pululu, por volta das 15 horas, sob suspeita de conivência no furto da placa electrónica de uma viatura de marca Toyota, modelo Fortuner, de cor castanha.

Tal ocorrem em resposta a uma denúncia apresentada pela proprietária do veículo, a presidente da Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD), Lúcia Silveira, ao se ter deparado com Sede da União do Escritores Angolanos a sua viatura vandalizada.

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