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Editorial: Seriedade exigida

A política externa de um Estado é coisa muito séria. Não é por acaso que em muitos países ela é coordenada pelo Chefe de Estado. Equívocos em termos diplomáticos podem ter preços demasiado altos, que se pagam na hora e no futuro. Tem de haver firmeza, desígnio e clareza. Normalmente os Estado agem “protegidos” por um guarda-chuva importante que é a carta das Nações Unidas. É dentro de uma espécie de consenso internacional que as políticas diplomáticas são desenvolvidas, atendendo, claro, ao desenvolvimento e alterações de contexto. Mas o pior que pode acontecer a um Estado é a passagem para o exterior de uma imagem de descoordenação, de indefinição. A exoneração de um embaixador que era responsável pelo gabinete África e Médio Oriente e do conselheiro da embaixada de Angola em Israel, na sequência de actos que não correspondem à posição oficial angolana no plano internacional, justifica-se com a necessidade de repor a imagem e a seriedade de Angola.

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