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Trump eleva o tom em confronto com FBI e sectores de Inteligência

Trump eleva o tom em confronto com o FBI e sectores de Inteligência.

O novo motivo da ira do presidente foi John Brennan, ex-director da Agência Central da Inteligência (CIA), a quem Trump responsabilizou por iniciar o que chamou de um “assassinato político” ao lançar as primeiras suspeitas do caso sobre a Rússia. “Brennan está em pânico. Desonrou a si, desonrou o país e desonrou toda a comunidade de Inteligência”, escreveu Trump no Twitter sobre aquele que foi director da CIA entre 2013 e 2017. Nas suas mensagens, Trump baseou- se nos comentários de um analista do canal de TV ultra-conservador FoxNews, Dan Bongino, para quem Brennan, ainda no governo de Barack Obama, começou “esta ruína sobre o presidente Trump”.

“Foi um assassinato político. Não foi uma investigação da Inteligência”, afirmou Trump nas suas mensagens. Paradoxalmente, Brennan ajudou a conseguir no Senado os votos para a confirmação de Gina Haspel, nomeada por Trump para comandar a CIA e que foi empossada Segunda- feira última. Enquanto isso, Trump ensaiou um gesto de respeito com a CIA durante a posse de Haspel. No seu discurso, o presidente tentou lançar pontes com a equipa da agência, afirmando que a mesma conta com “os principais profissionais de elite em todo o planeta”. Sexta-feira passada, Trump afirmou que durante a sua campanha eleitoral o FBI tinha “pelo menos um” informante “plantado”.

Domingo, o presidente aumentou a pressão solicitando publicamente que o FBI lhe informasse se efectivamente tinha um agente infiltrado no comité de campanha e se havia feito isso por ordem do ex-presidente Obama. A investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller é uma dor de cabeça constante para Trump e o principal problema nas suas difíceis relações com o FBI. Até ao momento, Mueller e a sua equipa de investigadores apresentaram 22 denúncias concretas contra auxiliares e pessoas muito próximas a Trump durante a campanha. Mas essas acusações se referem a crimes acessórios e não relacionados directamente com o suposto conluio com a Rússia. O procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein; o director do FBI, Chris Wray; e o director nacional de Inteligência, Dan Coates, reuniram-se esta Segunda-feira com Trump para discutir o tema.

A Casa Branca afirmou, após a reunião, que o Departamento de Justiça incluirá na sua investigação sobre as eleições de 2016 “qualquer irregularidade com as tácticas” do FBI ou do Departamento de Justiça “em relação à campanha de Trump”. Um dos pontos chave da investigação de Mueller é a misteriosa reunião realizada em Junho de 2016 por componentes de alto escalão da campanha de Trump com uma advogada russa, de quem aparentemente esperavam obter informações comprometedoras sobre a adversária à Presidência, Hillary Clinton. A pressão cresceu depois que, Domingo, o jornal New York Times assegurou que a mesma equipa também se reunira com um consultor político israelita e com representantes de um príncipe da região do golfo pérsico. Segundo jornais, todos eles fizeram ofertas legalmente questionáveis de ajuda à campanha de Trump.

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